Estratégias para prevenção de osteíte alveolar após exodontia
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1056-1064Palavras-chave:
Alveolite, ExodontiaResumo
A osteíte alveolar, também denominada alveolite seca, é uma complicação pós-operatória frequente e bastante dolorosa, que pode ocorrer após a exodontia, especialmente de terceiros molares inferiores. Sua principal característica é a exposição do osso alveolar, decorrente da desintegração precoce ou da ausência da formação do coágulo sanguíneo no alvéolo dentário. Essa condição inflamatória interfere significativamente na recuperação pós-operatória e na qualidade de vida do paciente, sendo considerada um desafio clínico para o cirurgião-dentista.
O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão narrativa da literatura para identificar os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da osteíte alveolar, bem como discutir as estratégias terapêuticas e preventivas mais utilizadas na prática odontológica contemporânea. A pesquisa foi realizada em bases de dados como PubMed, Scopus e Web of Science.
Os resultados obtidos a partir da literatura analisada, apontam que a osteíte alveolar possui etiologia multifatorial, sendo influenciada por variáveis relacionadas ao paciente, ao procedimento cirúrgico e ao manejo pós-operatório. Entre os principais fatores de risco identificados estão o tabagismo, que prejudica a vascularização local e compromete a cicatrização, o sexo feminino, a má higienização oral, o histórico prévio da condição e o não cumprimento das orientações pós-cirúrgicas. Já entre os fatores relacionados à técnica operatória, destacam-se a remoção traumática de dentes, a manipulação excessiva dos tecidos e a ausência de irrigação adequada do alvéolo durante a cirurgia.
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