ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM FRENTE À DEPRESSÃO PÓS-PARTO: IMPACTOS NO VÍNCULO MÃE-BEBÊ E NO CUIDADO NEONATAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p1560-1572Palavras-chave:
Depressão Pós-Parto, Enfermagem, depressão pós-parto, desenvolvimento infantil, saúde mental materna, vínculo mãe-bebê, intervenção precoce., Neonatal, Cuidado da Mulher, Saúde Obstétrica, Gestação e Puerpério.Resumo
Objetivo: Analisar os impactos da depressão pós-parto (DPP) no vínculo mãe-bebê e no cuidado neonatal, destacando a atuação da enfermagem na detecção precoce e no apoio à puérpera. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases PubMed, LILACS, BDENF e IBECS, utilizando a estratégia PICo. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, relacionados à enfermagem e DPP. A seleção dos estudos foi feita com apoio do software Rayyan. Resultados: A DPP mostrou-se relacionada a fatores como traumas na infância, ausência de apoio social, dificuldades na amamentação e isolamento durante a pandemia de COVID-19. Os sintomas depressivos comprometem o vínculo mãe-bebê e o cuidado neonatal. A atuação da enfermagem, por meio da escuta ativa, uso de escalas de rastreio como a de Edimburgo e apoio humanizado, é essencial para o diagnóstico precoce e intervenção adequada. Conclusão: O enfermeiro exerce papel fundamental na prevenção e manejo da DPP. Investir em sua capacitação contínua e em políticas públicas voltadas à saúde mental materna contribui para um cuidado neonatal mais seguro e afetivo, promovendo o bem-estar da mãe, do bebê e da família.
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