TENDÊNCIA DE MORTALIDADE POR DIABETES MELLITUS EM MULHERES NO BRASIL NO PERÍODO DE 2019 - 2023
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p1036-1050Palavras-chave:
Doenças Crônicas, Mortalidade, Epidemiologia, Diabetes Mellitus.Resumo
INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica associada a múltiplas complicações e elevada mortalidade, que representa um importante problema de saúde pública no Brasil. O presente estudo teve como objetivo analisar as tendências de mortalidade por DM em mulheres no Brasil, no período de 2019 a 2023. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica, descritiva, retrospectiva e de abordagem quantitativa, com dados secundários extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos todos os registros de óbitos femininos com causa básica de morte atribuída ao DM (CID-10: E10–E14). Os dados foram organizados de acordo com ano de ocorrência, região de residência e faixa etária. RESULTADOS E DISCUSSÕES: No período analisado, registraram-se 196.280 óbitos de mulheres por DM no Brasil, com maior concentração no Sudeste (39,5%), seguido pelo Nordeste (31,7%). O ano de 2021 apresentou o maior número de mortes, coincidindo com o auge da pandemia de COVID-19, sugerindo agravamento no manejo das doenças crônicas durante o período. Observou-se predominância de óbitos em mulheres acima de 40 anos, possivelmente atribuída à associação entre envelhecimento, resistência insulínica, maior tempo de exposição à hiperglicemia e presença de comorbidades. Destacaram-se ainda disparidades regionais importantes, relacionadas às diferenças socioeconômicas, demográficas e na oferta de serviços de saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As desigualdades regionais, os fatores socioeconômicos e hormonais, além do estilo de vida inadequado, foram apontados como determinantes importantes para os desfechos observados. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias específicas e regionais para o controle do diabetes, com foco na ampliação do acesso à saúde, promoção de hábitos saudáveis e redução das desigualdades.
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