O PAPEL DA OBESIDADE NAS DOENÇAS CARDÍACAS

Autores

  • Paulo Renê Faria de Almeida Oliveira UFRJ
  • Ana Paula da silva Lyrio
  • Mayara Simões de Almeida
  • Pâmela Lopes Vidal
  • Crystyan Xavier Leon
  • Tânia Priscila Brito Freitas Reis
  • Cristiele dos Santos Silva

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p397-409

Palavras-chave:

Insuficiência Cardíaca”, “Obesidade”, “Doenças Cronicas”

Resumo

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) representam a principal causa de mortalidade global, contribuindo para mortes prematuras, diminuição da qualidade de vida e impactos econômicos e sociais. No Brasil, aproximadamente 72% das mortes são atribuídas às DCNT, sendo 30% por doenças cardiovasculares e 16% por neoplasias, o que evidencia sua relevância no cenário nacional. Nas últimas décadas, o país passou por uma transição nutricional, migrando da desnutrição para a obesidade, considerada um grave problema de saúde pública. Essa mudança está relacionada ao aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e à redução de alimentos in natura, levando ao aumento das DCNT, como doenças cardiovasculares e cânceres.O avanço tecnológico também contribuiu para o aumento da obesidade e hipertensão arterial, especialmente pelo consumo elevado de alimentos conservados com altos teores de sódio, ultrapassando os limites recomendados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (em torno de 2g diários para adultos). Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi analisar os fatores de risco associados à obesidade e às doenças cardiovasculares, além de discutir os tratamentos farmacológicos e não farmacológicos.Os resultados indicam que, embora os tratamentos medicamentosos sejam essenciais, eles são insuficientes sem mudanças no estilo de vida, como uma alimentação equilibrada. Uma dieta de aproximadamente 1650 kcal, composta por alimentos de boa qualidade, sem conservantes ou agrotóxicos, incluindo proteínas, carboidratos e lipídios, é fundamental para a recuperação da saúde. Além disso, a prática de atividades físicas de baixa intensidade, como caminhadas diárias de cerca de 20 minutos, associada à hidratação adequada, contribui significativamente para o controle metabólico e melhora da condição clínica.Concluímos que o tratamento farmacológico deve ser complementado por uma abordagem multidisciplinar, envolvendo mudanças comportamentais e orientações nutricionais. Diversos estudos demonstram que a prática regular de exercícios físicos é essencial na promoção da saúde cardiovascular e na perda de peso, sendo recomendada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia como estratégia importante, desde que avaliada por profissionais de saúde.

 

Palavras-chave: “Insuficiência Cardíaca”, “Obesidade”, “Doenças Cronicas”

 

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Referências

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Publicado

2025-07-07

Como Citar

Oliveira, P. R. F. de A., Lyrio , A. P. da silva, Almeida, M. S. de, Vidal , P. L., Leon , C. X., Reis , T. P. B. F., & Silva , C. dos S. (2025). O PAPEL DA OBESIDADE NAS DOENÇAS CARDÍACAS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(7), 397–409. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p397-409