PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS NASCIDOS VIVOS COM FENDA LABIAL E/OU FENDA PALATINA NA REGIÃO NORDESTE ENTRE 2013 E 2023

Autores

  • Laura Marães Paes Faculdade de Medicina de Campos
  • Izadora Pala Toledo UBA - Universidad de Buenos Aires
  • Giovani Tybucheski UNIFEBE
  • Rafael Bento stopa Lopes UNIFAA
  • Juliana Braga Rodrigues de Castro Universidade Estadual do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p322-335

Palavras-chave:

Doenças Congênitas, Fenda Labial, Fenda Palatina, Região Nordeste

Resumo

Introdução: A fenda labiopalatina (FL/P) é uma malformação congênita resultante da fusão incompleta dos tecidos faciais durante o desenvolvimento embrionário. Trata-se da anomalia craniofacial mais comum, com incidência global de aproximadamente 220.000 casos anuais e variação regional importante no Brasil. A sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, como tabagismo materno e deficiência nutricional. Crianças afetadas podem sofrer prejuízos funcionais e sociais, exigindo acompanhamento multidisciplinar. Na região Nordeste, a alta incidência destaca a necessidade de estudos epidemiológicos sobre sua prevalência e fatores associados. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos nascidos vivos com fenda labial e/ou fenda palatina na região Nordeste do Brasil. Metodologia:  Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo a partir da análise dos ​​dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), incluindo o período de 2013 a 2023. A pesquisa incluiu códigos vivos com fenda labial e/ou palatina, inicialmente no âmbito nacional e, posteriormente, na Região Nordeste. As variações testadas incluíram características dos recém-nascidos (sexo e raça/cor) e perfil materno (faixa etária, tipo de gestação e parto, número de consultas pré-natais e duração da gestação). Os dados foram organizados em planilha eletrônica e analisados ​​manualmente, com cálculo de frequências e proporções. Conclusão: A fenda labial e/ou palatina foi mais prevalente no Sudeste, com o Nordeste em segundo lugar, sendo o foco do estudo. A subnotificação pode ter influenciado os dados, dada a limitação de infraestrutura do SUS na região. O estudo contribui ao fornecer dados atualizados que podem embasar pesquisas futuras e auxiliar gestores da saúde materno-infantil na alocação de recursos, no planejamento de treinamentos para suporte às mães e no fortalecimento do diagnóstico precoce.

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Publicado

2025-07-07

Como Citar

Marães Paes, L., Pala Toledo, I., Tybucheski , G., Bento stopa Lopes, R., & Braga Rodrigues de Castro, J. (2025). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS NASCIDOS VIVOS COM FENDA LABIAL E/OU FENDA PALATINA NA REGIÃO NORDESTE ENTRE 2013 E 2023. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(7), 322–335. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p322-335