OS ACHADOS HISTOLÓGICOS DE FIBRAS DE MÚSCULO LISO NO SACO HERNIÁRIO INGUINAL DE PACIENTES ADULTOS: APLICAÇÃO NA CORREÇÃO DAS HÉRNIAS INGUINAIS

Autores

  • Cirênio de Almeida Barbosa Universidade Federal de Ouro Preto
  • Cibele Ennes Ferreira Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Argos Soares de Matos Filho Universidade Federal de Minas Gerais https://orcid.org/0000-0001-7641-5251
  • Dulcinea Dirce Salgado Mattar Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
  • Vania da Fonseca Amaral Instituto Hermes Pardini
  • Lúcia Carolina Rocha de Magalhães Santa Casa de Misericórdia de Ouro Preto https://orcid.org/0009-0001-2925-8609
  • Carlos Augusto Aglio Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n6p236-247

Palavras-chave:

Tecido Conjuntivo, Hérnias inguinais, Fibra Muscular, Histologia, Músculo Liso

Resumo

O músculo liso é composto por células longas e fusiformes com um núcleo central. Estas fibras são encontradas em várias partes do corpo, como no tubo digestivo, vasos sanguíneos e útero. Diferentemente do músculo estriado, o músculo liso apresenta uma disposição tridimensional de miofilamentos de actina e miosina. Ele é classificado em músculo liso multiunitário, onde fibras se contraem independentemente, e músculo liso unitário, onde fibras se contraem em conjunto. Objetivo Investigar a estrutura e função das fibras de músculo liso, além de explorar suas características histológicas e ultraestruturais em diferentes tecidos do corpo. Métodos Utilizou-se técnicas de coloração seletiva para microscopia óptica e eletrônica, observando cortes de tecido para identificar as características das fibras de colágeno, reticulares e elásticas. Analisou-se também a presença de fibras de musculatura lisa em sacos herniários e tecidos peritoneais, através de biópsias e estudos histopatológicos.Resultados A contração do músculo liso ocorre por deslizamento dos miofilamentos, sem túbulos T e com um retículo sarcoplasmático reduzido. Este músculo sintetiza fibras colágenas e elásticas, e recebe terminações nervosas do sistema nervoso autônomo. No tecido conjuntivo, diferentes tipos de fibras de colágeno e elásticas foram identificadas, cada uma com características específicas de coloração e padrão ultraestrutural. Observou-se que fibras de musculatura lisa estão presentes em 65,4% dos sacos herniários e em 19,04% dos espécimes da cavidade abdominal. Conclusão A presença de fibras de musculatura lisa no saco herniário sugere que estas fibras podem contribuir para a elasticidade e força tênsil, sendo um possível fator no sucesso do uso do saco herniário como reforço na correção de hérnias. A estrutura complexa das fibras musculares lisas e sua capacidade de se regenerar destacam sua importância na funcionalidade e manutenção dos tecidos onde estão presentes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cibele Ennes Ferreira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Graduanda em Nutrição pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Pesquisadora Júnior em Iniciação Científica 

Revisão e correção avançada de textos científicos.

ORCID: 0009-0003-5426-3543 https://orcid.org/0009-0003-5426-3543   

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1819602192261749 

Argos Soares de Matos Filho, Universidade Federal de Minas Gerais

Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (1998). Residência médica em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Belo Horizonte (2001) e em Cirurgia Laparoscópica pelo IPSEMG (2002). Mestre (2009) e Doutor (2013) em Cirurgia pela UFMG. Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG. Cirurgião geral e preceptor de residência médica no Hospital Júlia Kubitschek (FHEMIG) e no Hospital Unimed de Belo Horizonte. 

Dulcinea Dirce Salgado Mattar, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade de São Paulo (1981), com especialização em Gerontologia Social (PUC-Minas, 1999), Odontogeriatria (CFO, 2003) e Saúde Coletiva (ABO-MG, 2005). Membro da Sociedade Brasileira de Odontogeriatria e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Vania da Fonseca Amaral, Instituto Hermes Pardini

Mestrado em Anatomia Patológica pela Universidade Federal de Minas Gerais(1998). Atualmente é Responsável técnico do Instituto Hermes Pardini. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Anatomia Patológica e Patologia Clínica

Lúcia Carolina Rocha de Magalhães, Santa Casa de Misericórdia de Ouro Preto

Cirurgiã do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Ouro Preto

Membro Adjunto do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Carlos Augusto Aglio, Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte

Médico pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1996). Urologista e Preceptor da Residência Médica de Urologia da Santa Casa de Belo Horizonte. 

Referências

Lázaro da Silva A, Brasileiro Filho G, Ferreira AP: Estudo morfológico do saco herniário inguinal. Rev Hosp Clin Fac Med São Paulo 1992; 47:65-68.

Faria LP, Lázaro da Silva A, Rocha A: Hérnias incisionais medianas e paramedianas: Estudo do saco herniário à microscopia óptica (mesotélio, tecido conjuntivo frouxo e denso com presença de fibras colágenas, reticulares e elásticas). Rev Col Bras Cir 1996; 23: 187- 191.

Kather Neto JM: Sistemas de fibras elásticas do saco herniário em hérnias incisionais ventrais do abdome. Estudo comparativo de seu conteúdo com peritônio parietal e da lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome. Tese Livre-docência. Departamento de Medicina, Universidade de Taubaté, São Paulo 1996; 63.

Barbosa CA, Lázaro da Silva A: Saco herniário da parede abdominal 1a Edição. Rio de Janeiro: Atheneu Editora, 1997, pp.131-139.

Lázaro da Silva A: Plástica com saco herniário na correção das hérnias incisionais. Hospital 1971; 79: 129-134.

Lázaro da Silva A: Plástica com saco herniário na correção das hérnias incisionais longitudinais medianas e paramedianas e nas diástases dos retos abdominais. Rev Col Bras Cir 1974; 1: 113-116

Goffi F. Técnica Cirúrgica. São Paulo: Livraria Atheneu; 1988: 601 –12.

Labbé E, Ossand D, Muñoz P,Navarrete J M, Labbé R, Ricardo. Hernias complicadas: estudio retrospectivos de 369 casos / Complicated hernias: retrospective studies of 369 cases Clin. cienc 2002;1(4):43-45.

Usher, FC. Furter observations of the use Marlex mesh: a new technique for the inguinal hernias. Am. Surg. 1959; 25: 792-795

Schwartz, Shires, Spencer, Storer. Princípios de cirurgia. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan;1987: 1617 – 36.

Levada, Miriam M. O., Fieri, Walcir J. e Pivesso, Mara Sandra G.. Apontamentos Teóricos de Citologia, Histologia e Embriologia, São Paulo: Catálise Editora, 1996.

Guyton, Arthur C. e Hall, John E.. Tratado de Fisiologia Médica, Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

Downloads

Publicado

2025-06-03

Como Citar

de Almeida Barbosa, C., Ennes Ferreira, C., Soares de Matos Filho, A., Dirce Salgado Mattar, D., da Fonseca Amaral, V., Carolina Rocha de Magalhães , L., & Augusto Aglio, C. (2025). OS ACHADOS HISTOLÓGICOS DE FIBRAS DE MÚSCULO LISO NO SACO HERNIÁRIO INGUINAL DE PACIENTES ADULTOS: APLICAÇÃO NA CORREÇÃO DAS HÉRNIAS INGUINAIS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(6), 236–247. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n6p236-247