USO DA SALIVA COMO BIOMARCADOR NÃO INVASIVO NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS: FOCO EM ALZHEIMER E PARKINSON
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n5p1000-1012Palavras-chave:
Alzheimer; biomarcadores salivares; diagnóstico precoce; neurodegeneração; Parkinson.Resumo
O diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, representa um grande desafio clínico e social. Este estudo investiga a saliva como uma matriz biológica promissora para a identificação de biomarcadores não invasivos, destacando sua acessibilidade, facilidade de coleta e baixo custo. A análise salivar tem mostrado eficácia na detecção de proteínas, como beta-amiloide, tau e alfa-sinucleína, que estão diretamente associadas à patogênese dessas condições. Baseado em uma revisão abrangente da literatura, o artigo explora a aplicabilidade clínica, as limitações metodológicas e os avanços tecnológicos que envolvem o uso da saliva como ferramenta diagnóstica. São enfatizadas a necessidade de padronização dos métodos laboratoriais, a validação científica robusta e a consideração dos aspectos éticos e sociais relacionados ao seu uso. Conclui-se que, quando integrada adequadamente aos protocolos de saúde pública, a saliva pode representar um avanço significativo na triagem e no monitoramento precoce de doenças neurodegenerativas, facilitando intervenções precoces e promovendo uma melhor qualidade de vida para os pacientes.
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