HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES: UMA REVISÃO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p2537-2547Palavras-chave:
Hiperadrenocorticismo, Cães, Cortisol, EndocrinopatiaResumo
Introdução: O hiperadrenocorticismo (HAC) é uma das endocrinopatias mais comuns em cães, caracterizado por altos níveis de glicocorticoides circulantes, afetando majoritariamente cães de meia-idade a idosos. Suas causas incluem produção excessiva de glicocorticoides pela hipófise ou pelas adrenais, e pode ser induzido iatrogenicamente pelo uso prolongado de glicocorticoides. Objetivo: Revisar a fisiopatologia, diagnóstico e tratamento do hiperadrenocorticismo em cães, enfatizando a importância do diagnóstico precoce e manejo contínuo da doença. Metodologia: Foi conduzida uma revisão narrativa da literatura com buscas em bases de dados como PubMed, ScienceDirect, Google Scholar e Scielo, abrangendo estudos entre 2004 e 2024. Foram incluídos artigos que tratavam diretamente do diagnóstico, tratamento e manifestações clínicas do HAC em pequenos animais. Resultados e Discussão: O HAC é uma doença que pode ser dependente da hipófise (HAC-HD) ou das adrenais (HAC-AD). O diagnóstico é feito por testes laboratoriais, como o teste de supressão com dexametasona e estimulação com ACTH, além de exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética. O tratamento pode ser clínico, com o uso de fármacos como Trilostano e Mitotano, ou cirúrgico, como a adrenalectomia para tumores adrenais unilaterais. Os sinais clínicos incluem poliúria, polidipsia, polifagia, alopecia e distensão abdominal, sendo frequente a confusão com sintomas do envelhecimento. Conclusão: O HAC é uma condição crônica que requer diagnóstico precoce e tratamento contínuo para controlar os níveis de cortisol e melhorar a qualidade de vida dos cães. O acompanhamento veterinário é essencial para ajustar as terapias e prevenir complicações
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