Análise das Internações por Neoplasia Maligna do Colo do Útero no Brasil: Tendências e Dados de 2019 a 2023
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p5721-5737Palavras-chave:
Neoplasia, Colo, Útero, Internações, EpidemiologiaResumo
INTRODUÇÃO: A neoplasia maligna do colo do útero, ou câncer do colo do útero, é caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais no revestimento do colo uterino, principalmente devido à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). Este estudo analisa as internações por essa doença no Brasil entre 2019 e 2023, explorando variações regionais para avaliar a eficácia dos programas de prevenção e tratamento no país. OBJETIVO: Este estudo visa quantificar e analisar as taxas de internações por neoplasia maligna do colo do útero no Brasil. METODOLOGIA: O estudo retrospectivo com abordagem quantitativa utilizou dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), fornecidos pelo Departamento de Informática do SUS (TABNET/DATASUS). A análise abrangeu internações por neoplasia maligna do colo do útero no Brasil de janeiro de 2019 a dezembro de 2023, empregando estatística descritiva e tabulação em planilhas do Microsoft Excel 2016 e Microsoft Word 10. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os dados indicam um aumento nas internações por neoplasia maligna do colo do útero no Brasil, de 23.768 em 2019 para 27.881 em 2023. A Região Sudeste registrou o maior número de casos, com 48.840 internações, refletindo sua densidade populacional e melhor acesso aos serviços de saúde. A Região Nordeste, com 31.963 internações, foi a segunda mais afetada, destacando desafios persistentes em infraestrutura e prevenção. Esse crescimento contínuo reforça a necessidade de intensificar os esforços em prevenção e diagnóstico precoce, especialmente em regiões mais vulneráveis. CONCLUSÃO: Portanto, a análise das internações por neoplasia maligna do colo do útero no Brasil de 2019 a 2023 demonstra um aumento significativo de 17,3%, destacando avanços no acesso ao diagnóstico e tratamento, mas também evidenciando desafios persistentes na prevenção e detecção precoce. O crescimento acentuado pós-2021 sublinha a necessidade de reforçar estratégias de prevenção e diagnóstico, especialmente em regiões mais vulneráveis, para mitigar a carga dessa doença e promover maior equidade na saúde.
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