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DESAFIOS ÉTICOS NA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA TOMADA DE DECISÕES INTRA OPERATÓRIAS EM CIRURGIAS GERAIS
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Palavras-chave

Palavras-chave: Inteligência artificial; Ética médica; Cirurgia geral; Tomada de decisão intraoperatória; Autonomia do cirurgião.

Como Citar

Neto, C. A., Moraes Paes, J., Batista Nogueira, M. G., Madeira, W. dos S., Cipriano, L. R., Alencar, I. G., Lima , L. C. S., Soares, A. F., Perez, G. B., Letícia Ferreira Saggese, Hernandes, C. F., Ana Paula Marques Alves, Gomes Sant’Ana, F., dos Santos Filho , J. A., Correia, J. F., Ozório Nunes Nogueira Linhares, E., & Silva, R. C. O. da. (2024). DESAFIOS ÉTICOS NA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA TOMADA DE DECISÕES INTRA OPERATÓRIAS EM CIRURGIAS GERAIS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 3074–3086. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p3074-3086

Resumo

Introdução: A integração de sistemas de inteligência artificial (IA) na prática cirúrgica geral tem gerado avanços significativos, especialmente na otimização da tomada de decisões intraoperatórias. No entanto, a implementação desses sistemas traz à tona uma série de desafios éticos que precisam ser cuidadosamente examinados. Questões como a autonomia do cirurgião, a responsabilidade moral e legal em caso de falhas e a transparência dos algoritmos são centrais para essa discussão. Objetivo: O objetivo deste estudo é analisar criticamente os principais desafios éticos envolvidos na implementação de sistemas de IA na tomada de decisões intraoperatórias em cirurgias gerais, com ênfase na preservação da autonomia do cirurgião e na responsabilidade ética e legal associada ao uso dessas tecnologias. Metodologia: Este estudo realiza uma revisão bibliográfica narrativa, explorando literatura científica recente sobre os aspectos éticos da inteligência artificial na prática cirúrgica. Foram consultadas bases de dados acadêmicas para identificar artigos relevantes publicados entre 2014 e 2024, garantindo uma análise abrangente e atualizada sobre o tema. Resultados e Discussão: A análise revelou que, embora a IA possa auxiliar na precisão e eficiência das decisões cirúrgicas, ela também pode comprometer a autonomia do cirurgião e introduzir novos riscos éticos. A falta de transparência nos algoritmos e a indefinição sobre quem assume a responsabilidade em caso de falha do sistema são preocupações centrais. Além disso, a dependência crescente de IA pode levar a uma erosão gradual do julgamento clínico tradicional, exigindo uma reavaliação das práticas éticas vigentes. Conclusão: Para uma implementação ética e eficaz da IA na cirurgia geral, é essencial equilibrar a inovação tecnológica com a manutenção da autonomia e do julgamento clínico do cirurgião. O desenvolvimento de frameworks éticos sólidos será crucial para assegurar que o avanço da IA não comprometa os princípios fundamentais da ética médica e a segurança dos pacientes.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p3074-3086
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