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Análise de Dados Longitudinais sobre Eficácia dos Novos Agentes Imunoterápicos em Pacientes com Melanoma Metastático
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Palavras-chave

Descobertas
Imunoterapia
Melanoma metastático

Como Citar

Maciel Guimarães, M., Correa Barros , A., Pedro Carrijo Cunha Câmara , J., Linhares Ribeiro , V., Clara Ascendino Correa , A., Perillo Barbosa, R., Cardoso, F., Freitas Barbosa, C., Augusto Ferreira Nunes , M., Ferreira Nunes , L., de Andrade Paula , T., & Guthierry Almeida de Mendonça, C. (2024). Análise de Dados Longitudinais sobre Eficácia dos Novos Agentes Imunoterápicos em Pacientes com Melanoma Metastático. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 3002–3014. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p3002-3014

Resumo

O melanoma metastático é uma forma agressiva de câncer de pele caracterizada pela disseminação das células tumorais para outras partes do corpo, resultando em uma baixa taxa de sobrevida. Tradicionalmente, os tratamentos disponíveis, como a quimioterapia, apresentavam eficácia limitada e efeitos colaterais significativos. Nos últimos anos, a imunoterapia, especialmente através de inibidores de checkpoint imunológico como nivolumabe, ipilimumabe, pembrolizumabe e lambrolizumabe, emergiu como uma abordagem inovadora e promissora no tratamento do melanoma metastático.  O objetivo desta revisão sistemática é avaliar a eficácia e a segurança dos novos agentes imunoterápicos em pacientes com melanoma metastático. Especificamente, serão analisados estudos que investigaram o uso de nivolumabe, ipilimumabe, pembrolizumabe e lambrolizumabe, em monoterapia ou em combinação, comparando taxas de resposta, sobrevida global, sobrevida livre de progressão e perfis de segurança. Este estudo consiste em uma revisão sistemática da literatura. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed e MEDLINE, abrangendo o período de 2013 a 2019. Os dados foram extraídos independentemente por dois revisores e analisados de forma descritiva e comparativa. Dos 152 estudos inicialmente identificados, 8 estudos foram selecionados para a revisão final com base na relevância e qualidade metodológica. Os estudos demonstraram que a combinação de nivolumabe e ipilimumabe resulta em taxas de resposta e sobrevida superiores em comparação à monoterapia. O pembrolizumabe também mostrou-se eficaz, superando o ipilimumabe e a quimioterapia em termos de sobrevida global e sobrevida livre de progressão. Além disso, o nivolumabe e o lambrolizumabe apresentaram remissão tumoral duradoura e perfis de segurança gerenciáveis. Os novos agentes imunoterápicos, especialmente quando combinados, representam avanços significativos no tratamento do melanoma metastático. A combinação de nivolumabe e ipilimumabe mostrou-se altamente eficaz, oferecendo benefícios sustentáveis a longo prazo. O pembrolizumabe destacou-se como uma alternativa eficaz, melhorando a sobrevida em comparação com o ipilimumabe e a quimioterapia. Estudos futuros são essenciais para aperfeiçoar essas estratégias de tratamento e explorar novas combinações terapêuticas que possam oferecer resultados ainda melhores, consolidando a imunoterapia como um pilar fundamental no manejo do melanoma metastático.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p3002-3014
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Copyright (c) 2024 Mônica Maciel Guimarães, Andrio Correa Barros , João Pedro Carrijo Cunha Câmara , Vitor Linhares Ribeiro , Anna Clara Ascendino Correa , Roberta Perillo Barbosa, Franciele Cardoso, Camila Freitas Barbosa, Mateus Augusto Ferreira Nunes , Larissa Ferreira Nunes , Thaís de Andrade Paula , Charbell Guthierry Almeida de Mendonça

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