PÓS-OPERATÓRIO DE IMPLANTAÇÃO DO MARCA-PASSO CARDÍACO EM GRÁVIDAS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2432-2440Palavras-chave:
Gravidez, Marca-passo Cardíaco, Modo atrioventricular.Resumo
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar as complicações maternas e fetais (clínicas e obstétricas) em mulheres portadoras de marca-passo, bem como a relação entre os modos de estimulação (atrial, ventricular ou atrioventricular) e o desfecho da gravidez, em termos de complicações materno-fetais, peso ao nascer e APGAR. Materiais e métodos: Pesquisa retrospectiva baseada na análise de prontuários de gestantes portadoras de marcapasso, acompanhadas nos setores de Cardiologia e Gravidez do IDPC, INCOR e HSP (2000-2024). Resultado: foram analisadas 65 gestações em 52 mulheres. 12 pacientes tiveram marca-passo implantado durante a gravidez. A amostra foi dividida em dois grupos, de acordo com o método de estimulação cardíaca. Grupo 1: 25 gestações em modo atrioventricular. Grupo 2: 40 gestações em estado ventricular. Os dois grupos foram estatisticamente semelhantes. Não houve diferença significativa entre os métodos de estimulação e o peso dos recém-nascidos (p = 0,765), bem como em relação ao índice de Apgar (p = 0,287). Observamos correlação negativa significativa (p = 0,017) entre o tempo de implantação do marca-passo até a gestação e o peso do recém-nascido. Conclusão: Verificou-se que em ambas as formas de estimulação cardíaca ocorreram nascimentos com boas condições de nascimento e peso adequado para a idade gestacional. Quanto maior o tempo entre o implante do marca-passo e a gravidez, menor será o peso ao nascer.
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Referências
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