PERFIL DA RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA DE Staphylococcus aureus ISOLADO DE AMOSTRAS CLÍNICAS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM RONDÔNIA, 2024 - 2025.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p511-530Palavras-chave:
Staphylococcus aureus. Resistência antimicrobiana a medicamentos. Unidade de Terapia Intensiva. Infecção Hospitalar. Staphylococcus aureus Resistente à Meticilina.Resumo
A resistência antimicrobiana representa um importante problema de saúde pública, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), devido à vulnerabilidade dos pacientes e à complexidade dos procedimentos assistenciais. Nesse contexto, destaca-se Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), cuja ocorrência limita as opções terapêuticas e reforça a necessidade de vigilância microbiológica. O presente estudo teve como objetivo analisar a frequência de isolamento e o perfil de resistência antimicrobiana de Staphylococcus aureus (S.aureus) em amostras clínicas de pacientes internados UTI de um hospital de Rondônia, entre 2024 e 2025, considerando a classificação epidemiológica como infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) ou não relacionadas (não IRAS). Trata-se de um estudo retrospectivo, observacional, de abordagem quantitativa, realizado mediante análise de registros laboratoriais de aspirados traqueais e hemoculturas, utilizando estatística descritiva. Foram analisadas 407 amostras clínicas, das quais 38 apresentaram isolamento de S. aureus (9,34%). A frequência de isolamento foi de 13,90% em 2024 e 5,45% em 2025. Nos aspirados traqueais classificados como IRAS, a resistência à meticilina foi de 44,44% em 2024 e 33,33% em 2025, enquanto a resistência à eritromicina correspondeu a 66,66% e 83,33%, respectivamente. Em 2025, a resistência à clindamicina atingiu 50,00% dos isolados IRAS. Nas hemoculturas não IRAS de 2024, os dois isolados apresentaram resistência à meticilina, eritromicina e clindamicina. Os resultados evidenciaram a presença de S. aureus com diferentes perfis de resistência, incluindo resistência à meticilina, tanto em amostras IRAS quanto não IRAS. Esses achados reforçam a importância da vigilância microbiológica contínua, do monitoramento dos perfis de suscetibilidade e do uso racional de antimicrobianos para subsidiar estratégias de prevenção e controle de infecções hospitalares.
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