Hemangioma infantil: análise epidemiológica no Brasil entre 2020 e 2024.

Autores

  • Gabrielly Gouveia Pupio
  • Maria Victória Góes Berto
  • Eleniza de Victor Adamowski

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p494-510

Palavras-chave:

Hemangioma, Epidemiologia, Saúde infantil, Características neonatais.

Resumo

O hemangioma infantil é um tumor vascular benigno comum na infância, caracterizado pela proliferação de células endoteliais e associado a diversos fatores de risco. Embora apresente regressão espontânea, pode ocasionar complicações e, em determinadas situações, necessitar de intervenções terapêuticas. Diante da sua relevância clínica e epidemiológica,  este trabalho teve como objetivo analisar os casos de hemangioma infantil registrados no Brasil nos últimos anos, considerando variáveis relacionadas às características dos nascimentos e à distribuição dos casos nos territórios nacionais. Foi realizado um estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo, desenvolvido mediante a análise de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS/SINASC). Foram utilizados registros referentes aos casos de hemangioma infantil identificados no território brasileiro no período compreendido entre 2020 e 2024. Os resultados demonstraram que os casos analisados apresentaram maior concentração no estado de São Paulo, com discreto predomínio no sexo feminino, maior frequência de mães autodeclaradas pardas e recém-nascidos com peso adequado e nascidos a termo, divergindo da literatura, que aponta a prematuridade e o baixo peso ao nascer como fatores de risco, assim, tal resultado pode estar relacionado ao subdiagnóstico e ao viés de notificação inerentes aos registros do SINASC no momento do nascimento, não refletindo necessariamente um perfil epidemiológico atípico da população brasileira. A maioria das gestantes realizou sete ou mais consultas de pré-natal. Conclui-se que essa anomalia foi registrada em recém-nascidos com características favoráveis ao nascimento, evidenciando a importância da identificação precoce da doença e da qualificação dos registros oficiais, contribuindo para uma vigilância epidemiológica mais representativa no Brasil. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ANGER, J.; OLIVEIRA, E. M.; GABEL, J. Effectiveness of fixed doses of propranolol in the treatment of hemangiomas regardless of child’s weight gain: a case report. Revista Paulista de Pediatria, v. 37, n. 3, p. 392-395, 2019.

CASABIANCA, A. S. et al. Management of hepatic hemangioma in pregnancy. BMJ Case Reports, London, v. 15, n. 6, e248932, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1136/bcr-2022-248932.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Painel Cor ou Raça. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/painel-cor-ou-raca/.

LEUNG, A. K. C. et al. Infantile hemangioma: an updated review. Current Pediatric Reviews, v. 17, n. 1, p. 55-69, 2021.

LUQUETTI, C. M. et al. Hemangiomas infantis: avaliação e diagnóstico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 8, p. 995-1007, 2024.

MARIANI, L. G. et al. Hemangioma da infância: fatores de risco para complicações, recidivas e sequelas inestéticas. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 97, n. 1, p. 37-44, 2022.

MORGAN, M. A. P. et al. Hemangioma infantil: quais são os principais fatores de risco? Revista Médica de Minas Gerais, v. 34, e-34401, 2024. DOI: 10.5935/2238-3182.2024e34401.

MUNDEN, A. et al. Prospective study of infantile haemangiomas: incidence, clinical characteristics and association with placental anomalies. British Journal of Dermatology, Oxford, v. 170, n. 4, p. 907–913, 2014. DOI: 10.1111/bjd.12804. Disponível em: https://doi.org/10.1111/bjd.12804.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Novas diretrizes sobre cuidados pré-natais para uma experiência positiva na gravidez. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 7 nov. 2016. Disponível em: https://www.who.int/news/item/07-11-2016-new-guidelines-on-antenatal-care-for-a-positive-pregnancy-experience.

REŠIĆ, A. et al. The evaluation, diagnosis, and management of infantile hemangiomas: a comprehensive review. Journal of Clinical Medicine, v. 14, n. 2, p. 425, 2025.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento Científico de Dermatologia. Hemangioma: nova classificação e atualização terapêutica. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018. Disponível em: SBP – Hemangioma: nova classificação e atualização terapêutica.

SOUZA, S.; CARVALHO, C. G.; SCHULER-FACCINI, L. Spatial analysis of risk areas of congenital anomalies in Brazil, 2012-2021. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 34, e20250240, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S2237-96222025v34e20250240.en.

Downloads

Publicado

2026-11-07

Como Citar

Pupio , G. G., Berto, M. V. G., & Adamowski , E. de V. (2026). Hemangioma infantil: análise epidemiológica no Brasil entre 2020 e 2024. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences , 8(11), 494–510. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p494-510