Infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV): fatores de risco, progressão das lesões cervicais e estratégias de prevenção do câncer do colo uterino
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p340-363Palavras-chave:
Papilomavírus Humano, Infecções Persistentes, Neoplasia Intraepitelial Cervical, Neoplasias do Colo do Útero, Rastreamento, VacinaçãoResumo
Introdução: A persistência de papilomavírus humano (HPV) oncogênico é condição necessária para a maioria dos cânceres cervicais, embora infecções transitórias sejam frequentes. Objetivo: Analisar fatores associados à persistência viral, a história natural das lesões cervicais e estratégias de prevenção primária e secundária, com atenção às recomendações brasileiras. Metodologia: Revisão narrativa de literatura, baseada em publicações científicas indexadas e documentos da Organização Mundial da Saúde, do Instituto Nacional de Câncer, do Ministério da Saúde e de sociedades científicas, priorizando evidências clínicas e diretrizes até outubro de 2026. Resultados e discussão: Persistência do HPV 16/18, duração da infecção, imunossupressão e tabagismo modificam o risco; a evolução de lesões intraepiteliais depende da idade, do grau histológico e de fatores imunológicos. Estudos randomizados e evidências populacionais sustentam vacinação profilática e rastreamento com DNA-HPV, acompanhados de triagem e tratamento das lesões relevantes. No Brasil, a transição para o teste molecular exige organização do seguimento e enfrentamento das desigualdades regionais. Considerações finais: A prevenção efetiva demanda vacinação equitativa, rastreamento orientado por risco, acesso à confirmação diagnóstica e tratamento oportuno, evitando tanto perdas de seguimento quanto intervenções desnecessárias.
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