Arboviroses e suas manifestações musculoesqueléticas subsídios para o diagnóstico diferencial entre dengue, Chikungunya e Zika
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p449-460Palavras-chave:
arbovirose, Dengue, Febre Chikungunya, Infecção por Zika vírus, “Diagnóstico Diferencial”Resumo
Introdução: Dengue, Chikungunya e Zika, transmitidas pelo Aedes aegypti, cocirculam no Brasil e compartilham manifestações iniciais, o que dificulta o diagnóstico diferencial.Objetivo: Caracterizar o quadro clínico de dengue, Chikungunya e Zika, com ênfase nos sintomas musculoesqueléticos e constitucionais, e sistematizar elementos para o diagnóstico diferencial. Métodos: Revisão narrativa nas bases SciELO, LILACS e PubMed/MEDLINE, com publicações de 2012 a 2026, complementada por documentos do Ministério da Saúde e recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Resultados: Na dengue, predominam febre alta por dois a sete dias, mialgia intensa e artralgia leve, com risco de extravasamento plasmático na defervescência. Na Chikungunya, mais de 90% dos pacientes apresentam poliatralgia simétrica e incapacitante, com edema e tenossinovite, e cerca de metade evolui para doença crônica, por vezes com artrite erosiva. Na Zika, a febre é baixa ou ausente, o exantema pruriginoso é precoce, a conjuntivite é frequente e a artralgia é discreta; a infecção congênita pode cursar com artrogripose. Trombocitopenia sugere dengue, e linfopenia, Chikungunya. O RT-PCR é indicado é indicado até o quinto dia e a sorologia a partir do sexto, com reação cruzada entre flavivírus. Anti-inflamatórios e corticosteroides devem ser evitados até que a dengue seja afastada. Conclusão: O padrão musculoesquelético, associado ao comportamento da febre e do exantema, orienta o diagnóstico diferencial nos primeiros dias; a cronificação da Chikungunya exige seguimento estruturado e manejo da dor conforme a fase da doença.
Downloads
Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças Transmissíveis. Chikungunya:manejo clínico [Internet]. 2.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2024 [citado 2026 out 30]. 72p. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais -de-conteudo/publicações/guias-e-manuais/2024/guia-chikungunya-manejo-clinico-2o-edicao.pdf
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saíde e Ambiente. Departamento de Doenças Transmissíveis. Dengue:diagnóstico e manejo clínico:adulto e criança [Internet}. 6.ed.Brasília:Ministério da Saúde;2024 [citado 2026 out 30]. 80p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_diagnostico_manejo_clinico_6ed.pdf
Brito CAA, Cordeiro MT. One year after the zika vírus outbreak in Brasil: from hypotheses to evidence. Ver Soc Bras Med Trop. 2016, 49(5):537-43.doi:10.1590/0037-8682-0328-2016
Brasil. Ministério da Saúde. Painel de monitoramento das arboviroses [Internet]. Brasília> Ministério da Saúde; [citado 2026 out 30].
Brito CAA, Brito CCM, Oliveira AC, Rocha M, Atanásio C, Asfora C, et al. Zika In Pernambuco: rewriting the first outbreak. Rev Soc Bras Med Trop. 2016;49*5):553-8. Doi:10.1590/0037-8682-0245-2016
Marques CDL, Duarte ALBP, Ranzolin A, Dantas AT, Cavalcanti NG, Gonçalves RSG, et al. Recommendations of the Brazillian Society of Rheumatology for diagnosis and treatment of Chikungunya fever. Part 1 – Diagnosis and special situations. Ver Bras Reumatol. 2017;57(Suppl 2):s421-37. Doi:10.1016/j.rbe.2017.05.006
Brito CAA, Sohsten AKA, Leitão CCS, Brito RCCM, Valadares LDA, Fonte CAM, et al. Pharmacologic management of pain in patients with Chikungunya: a guideline. Ver Soc Bras Med Trop. 2016;49(6):668-79. Doi:10.1590/0037-8682-0279-2016
van der Linden V, Rolim Filho EL, Lins OG, van der Linden A, Aragão MFVV, Brainer-Lima AM, et al. Congenital Zika sýndrome with arthrogryposis: retrospective case series study. BMJ. 2016;353:i3899.doi:10.1136/bmj.i3899
Silva JVJ Jr, Ludwig-Begall LF, Oliveira Filho EF, Oliveira RAS, Durães-Carvalho R, Lopes TRR, et al. A scoping review of Chikungunya vírus infection: epidemiology, clinica, characteristics, viral co-circulation complications, and control. Acta Trop. 2018;188:213-24
Suhrbier A, Jaffar0Bandjee MC, Gasque P. Arthritogenic alphaviruses: na overview. Nat Rev Rheumatol.2012;8(7);420-9
Suhrbier A. Rheumatic manifestations of Chikungunya: emerging concepts and interventions. Nat Rev Rheumatol. 2019;15(10):597-611
Calvo EP, Archila ED, López L, Castellanos JE. Rediscovering the Chikungunya vírus. Biomédica. 2021;41(2):353-73
Brasil.Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº510, de 7 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Diário Oficial da União. 2016 maio 24;Seção 1:44-6
Marques CDL, Duarte ALBP, Ranzolin A, Dantas AT, Cavalcanti NG, Gonçalves RSG, et al. Recommendations of the Brazillian Society of Rheumatology for the diagnosis and treatment of Chikungunya fever. Part 2 – Treatment. Ver Bras Reumatol. 2017;57(Suppl 2): s438-51.doi:10.1016/j.rbe.2017.06.004
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ravel Janguiê Porto Barros , Mateus Dornelas Mitchell Paiva de Almeida, Mateus Alves Garrido, Gabriela van der Linden Mota, Pedro Pereira Medeiros de Mendonça, Renata Cristina Santos de Azevedo, Victoria Lima Macedo, Maria Helena Queiroz de Araújo Mariano

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são detentores dos direitos autorais mediante uma licença CCBY 4.0.



