Arboviroses e suas manifestações musculoesqueléticas subsídios para o diagnóstico diferencial entre dengue, Chikungunya e Zika

Autores

  • Ravel Janguiê Porto Barros UNINASSAU
  • Mateus Dornelas Mitchell Paiva de Almeida
  • Mateus Alves Garrido
  • Gabriela van der Linden Mota
  • Pedro Pereira Medeiros de Mendonça
  • Renata Cristina Santos de Azevedo
  • Victoria Lima Macedo
  • Maria Helena Queiroz de Araújo Mariano

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p449-460

Palavras-chave:

arbovirose, Dengue, Febre Chikungunya, Infecção por Zika vírus, “Diagnóstico Diferencial”

Resumo

Introdução: Dengue, Chikungunya e Zika, transmitidas pelo Aedes aegypti, cocirculam no Brasil e compartilham manifestações iniciais, o que dificulta o diagnóstico diferencial.Objetivo: Caracterizar o quadro clínico de dengue, Chikungunya e Zika, com ênfase nos sintomas musculoesqueléticos e constitucionais, e sistematizar elementos para o diagnóstico diferencial. Métodos: Revisão narrativa nas bases SciELO, LILACS e PubMed/MEDLINE, com publicações de 2012 a 2026, complementada por documentos do Ministério da Saúde e recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Resultados: Na dengue, predominam febre alta por dois a sete dias, mialgia intensa e artralgia leve, com risco de extravasamento plasmático na defervescência. Na Chikungunya, mais de 90% dos pacientes apresentam poliatralgia simétrica e incapacitante, com edema e tenossinovite, e cerca de metade evolui para doença crônica, por vezes com artrite erosiva. Na Zika, a febre é baixa ou ausente, o exantema pruriginoso é precoce, a conjuntivite é frequente e a artralgia é discreta; a infecção congênita pode cursar com artrogripose. Trombocitopenia sugere dengue, e linfopenia, Chikungunya. O RT-PCR é indicado é indicado até o quinto dia e a sorologia a partir do sexto, com reação cruzada entre flavivírus. Anti-inflamatórios  e corticosteroides devem ser evitados até que a dengue seja afastada. Conclusão: O padrão musculoesquelético, associado ao comportamento da febre e do exantema, orienta o diagnóstico diferencial nos primeiros dias; a cronificação da Chikungunya exige seguimento estruturado e manejo da dor conforme a fase da doença.

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Referências

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Publicado

2026-11-07

Como Citar

Barros , R. J. P., de Almeida, M. D. M. P., Garrido, M. A., Mota, G. van der L., de Mendonça, P. P. M., de Azevedo, R. C. S., … Mariano, M. H. Q. de A. (2026). Arboviroses e suas manifestações musculoesqueléticas subsídios para o diagnóstico diferencial entre dengue, Chikungunya e Zika. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences , 8(11), 449–460. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p449-460