Violência ocupacional contra médicos em Unidades de Pronto Atendimento (UPA): prevalência e repercussões
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p147-163Palavras-chave:
violência, UPA, médicos, urgências, emergênciasResumo
Introdução: A assistência às urgências nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) funciona como porta de entrada do sistema 24 horas, porém, a mistura de demandas gera superlotação e compromete o atendimento. Para ordenar esse fluxo, adota-se o Protocolo de Manchester. Apesar do protocolo, o serviço é palco para casos frequentes de violência contra os profissionais. Sabe-se que quase um quarto das agressões laborais ocorrem na urgência, sendo a violência psicológica mais comum que a física, praticada em maioria por pacientes e visitantes. O Conselho Federal de Medicina apresenta dados onde um médico é agredido no Brasil a cada três horas. Objetivo: Nesse contexto, o objetivo geral deste estudo é discutir a violência contra a população médica nos cenários de unidades de saúde de urgências e emergências no Brasil. Método: Para tanto, a metodologia escolhida foi a revisão integrativa da literatura, de trabalhos publicados na base de dados Scielo e Google Scholar entre os anos de 2021 a 2026, na língua portuguesa, de acesso público e no Brasil. Resultado: Foram obtidos 8 trabalhos completos e de acesso integral. Os trabalhos encontrados versam sobre a existência de um ciclo de retroalimentação, no qual a violência institucional atua como gatilho para o Burnout, culminando na deterioração da assistência. Conclusão: O cotidiano de trabalho nas UPAs é regido por ferramentas de triagem como o Protocolo de Manchester que, rotineiramente, não é compreendido pelos usuários. A literatura aponta o elevado tempo de espera, a escassez de leitos de retaguarda e a limitação de acompanhantes como causas para os casos de violência contra os médicos.
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