Violência ocupacional contra médicos em Unidades de Pronto Atendimento (UPA): prevalência e repercussões

Autores

  • Natalia Gurgel do Carmo Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) https://orcid.org/0000-0002-2164-3078
  • Tamara Balestrin Flores Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Arthur Fuzinato Siqueira Universidade Alto Vale do Rio do Peixe https://orcid.org/0009-0001-1033-7446
  • Cristiane Rodermel Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • João Pedro Ferraz Calixto Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Ana Carolina Cavasola Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP)
  • Ávilo Hortêncio Anziliero Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Diana Radel Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Elisa Emanoelle Vazquez Nicareta Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Daniela Kamin Pauli Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Gabriela Luiza Vazquez Nicareta Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Camille Kmitta Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Viviane de Souza Nogueira Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
  • Alesandra Perazzoli de Souza Universidade Alto Vale do Rio do Peixe https://orcid.org/0000-0001-6115-1388

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p147-163

Palavras-chave:

violência, UPA, médicos, urgências, emergências

Resumo

Introdução: A assistência às urgências nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) funciona como porta de entrada do sistema 24 horas, porém, a mistura de demandas gera superlotação e compromete o atendimento. Para ordenar esse fluxo, adota-se o Protocolo de Manchester. Apesar do protocolo, o serviço é palco para casos frequentes de violência contra os profissionais. Sabe-se que quase um quarto das agressões laborais ocorrem na urgência, sendo a violência psicológica mais comum que a física, praticada em maioria por pacientes e visitantes. O Conselho Federal de Medicina apresenta dados onde um médico é agredido no Brasil a cada três horas. Objetivo: Nesse contexto, o objetivo geral deste estudo é discutir a violência contra a população médica nos cenários de unidades de saúde de urgências e emergências no Brasil. Método: Para tanto, a metodologia escolhida foi a revisão integrativa da literatura, de trabalhos publicados na base de dados Scielo e Google Scholar entre os anos de 2021 a 2026, na língua portuguesa, de acesso público e no Brasil. Resultado: Foram obtidos 8 trabalhos completos e de acesso integral. Os trabalhos encontrados versam sobre a existência de um ciclo de retroalimentação, no qual a violência institucional atua como gatilho para o Burnout, culminando na deterioração da assistência. Conclusão: O cotidiano de trabalho nas UPAs é regido por ferramentas de triagem como o Protocolo de Manchester que, rotineiramente, não é compreendido pelos usuários. A literatura aponta o elevado tempo de espera, a escassez de leitos de retaguarda e a limitação de acompanhantes como causas para os casos de violência contra os médicos.

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Publicado

2026-11-03

Como Citar

Gurgel do Carmo, N., Flores, T. B., Siqueira , A. F., Rodermel , C., Calixto , J. P. F., Cavasola , A. C., Anziliero , Ávilo H., Radel , D., Nicareta, E. E. V., Pauli , D. K., Nicareta , G. L. V., Kmitta , C., Nogueira, V. de S., & de Souza, A. P. (2026). Violência ocupacional contra médicos em Unidades de Pronto Atendimento (UPA): prevalência e repercussões. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(11), 147–163. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p147-163