FORMA DE APRESENTAÇÃO DO CONTORNO ORBITAL EM CRÂNIOS SECOS DE ADULTOS E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL

Autores

  • Bárbara Rodrigues Ferreira
  • Anna Júlia Gomes de Araújo
  • Ellen Veloso Cipriano Batista
  • Emanuel Gessé de Carvalho Araújo
  • Emanuel Levi da Silva
  • Felipe Christovam Leal Luz
  • João Paulo de Araújo Santos
  • Lucas Ibrayn Vasconcelos Amorim
  • Maria Cecília de Souza Pires Matos
  • Émerson de Oliveira Ferreira
  • Haértori da Silva Leal
  • Erasmo Almeida Junior Faculdade Paraiso-PE

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p164-172

Palavras-chave:

Anatomia. Variações. Contorno orbital.

Resumo

As órbitas são duas grandes cavidades destinadas ao bulbo do olho, músculos, nervos, vasos e ao aparelho lacrimal. Pode-se observar variações quanto a forma no seu contorno, podendo ser circular, quadrangular e retangular. As órbitas apresentam implicações clínicas significativas, características de dimorfismo sexual e relevância antropológica na definição de ancestralidade. O obejtivo do presente estudo foi verificar as diferentes formas de apresentação do contorno orbital em uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil e sua relação com o dimorfismo sexual. Para o nosso estudo foram utilizados 370 crânios de adultos, sendo 140 do sexo feminino e 230 do sexo masculino, todos com idade acima de vinte anos. Neste estudo observamos 370 órbitas do lado direito. Todos os crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Os dados foram colhidos por dois pesquisadores devidamente calibrados com o tema. Após a coleta dos dados, observamos a presença de três tipos de contorno orbital: circular, retangular e quadrilátero. Com relação a amostra total (n=370), o Tipo circular foi observado em 19,46% dos casos, seguido do tipo retangular com 40,54% e o tipo quadrangular com 40%. No sexo masculino (n=230) o tipo circular foi verificado em 16,1% dos casos, o tipo retangular com 45,2% e o quadrilátero com 38,7%. Com relação ao sexo feminino, o tipo circular foi visto em 25% dos casos, o tipo retangular em 32,86% e o tipo quadrilátero em 42,14%. Nos 370 crânios observados, verificamos alguns casos de assimetria das órbitas direita e esquerda. Ao final do nosso estudo, verificamos a presença de três tipos de contorno orbital: circular, retangular e quadrangular. No sexo masculino o tipo circular e quadrilátero foram menos frequentes do que no sexo feminino, diferentemente do tipo retangular que foi visto com maior frequência no sexo masculino. Espera-se que mais estudos sejam realizados em nossa população, devido a grande miscigenação encontrada em nosso país.

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Publicado

2026-11-03

Como Citar

Ferreira, B. R., Araújo, A. J. G. de, Batista, E. V. C., Araújo, E. G. de C., Silva, E. L. da, Luz, F. C. L., Santos, J. P. de A., Amorim, L. I. V., Matos, M. C. de S. P., Ferreira, Émerson de O., Leal, H. da S., & Almeida Junior, E. (2026). FORMA DE APRESENTAÇÃO DO CONTORNO ORBITAL EM CRÂNIOS SECOS DE ADULTOS E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(11), 164–172. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p164-172