ESTIMATIVA DO SEXO POR MEIO DO PROCESSO MASTOIDE E ÂNGULO FRONTONASAL EM CRÂNIOS SECOS DE ADULTOS.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p214-223Palavras-chave:
Antropologia. Estimativa do sexo. Crânios secos.Resumo
Duas estruturas são bem utilizadas no crânio para a estimativa do sexo: o ângulo frontonasal e o processo mastoide. Com relação ao processo mastoide, no sexo masculino se apresentam mais desenvolvidos, voltado um pouco para lateral e superfície mais áspera. Se colocarmos um crânio em uma superfície plana e o apoio for no processo mastoide, provavelmente este crânio pertence ao sexo masculino, se o apoio for nos côndilos do occipital, provavelmente o crânio pertence ao sexo feminino. O ângulo frontonasal em crânios do sexo masculino são mais fechados enquanto no sexo feminino mais aberto. O objetivo do estudo é avaliar a eficácia do ângulo frontonasal e do processo mastoide na estimativa do sexo em uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil. Para o nosso estudo foram utilizados 310 crânios secos de adultos, sendo 116 do sexo feminino e 194 do sexo masculino, todos com idade acima de vinte anos. Todos os crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Para a coleta dos dados, observamos crânios com apoio nos processos mastoides e nos côndilos do occipital e verificamos o aspecto do ângulo frontonasal, fechado ou aberto. Com relação a amostra total (n=310), 58,06% dos crânios apresentaram apoio nos processos mastoides enquanto 41,94% o apoio foi nos côndilos do occipital. 56,77% dos crânios apresentaram o ângulo frontonasal fechado e 43,23% aberto. Dos 194 crânios masculinos, 61,86% o apoio se deu nos processos mastoides enquanto 38,14% nos côndilos do occipital. Ainda em crânios masculinos, 76,29% o ângulo frontonasal se apresentou fechado e em 23,71% aberto. No sexo feminino (n=116), 51,72% apoiaram-se nos processos mastoides e 48,28% nos côndilos do occipital. Com relação ao ângulo frontonasal, 24,14% tiveram aspecto fechado e 75,86% foram abertos. Após a análise dos dados, concluímos que: os dois métodos utilizados foram satisfatórios em crânios do sexo masculino. No sexo feminino, o método utilizando os processos mastoides e os côndilos do occipital não se assemelhou a resultados encontrados na literatura, mas com relação ao aspecto do ângulo frontonasal o resultado foi bem conclusivo. Em resumo, estes dois métodos podem ser utilizados na estimativa do sexo, isolado ou em conjunto com outros métodos.
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