Amniorrexe Prematura: Diagnóstico, Conduta Obstétrica, Complicações e Desfechos Maternos e Perinatais
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p300-314Palavras-chave:
Amniorrexe Prematura; Rotura de Membranas; Diagnóstico Obstétrico; Prematuridade; Infecção Intra-amniótica; Desfechos PerinataisResumo
Introdução: A amniorrexe prematura, também denominada rotura prematura de membranas ovulares, caracteriza-se pela ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas, associa-se à prematuridade e ao aumento da morbimortalidade neonatal. A condição também eleva o risco de infecção materna, descolamento prematuro de placenta e complicações relacionadas ao cordão umbilical. Objetivo: Analisar os métodos diagnósticos, as condutas obstétricas e as principais complicações e desfechos maternos e perinatais relacionados à amniorrexe prematura. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), priorizando o protocolo da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), diretrizes do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e estudos clínicos relevantes publicados na área. Discussão/Resultados: O diagnóstico baseia-se na história clínica e no exame especular, com identificação de líquido amniótico acumulado na vagina ou exteriorizado pelo colo uterino. Quando necessário, testes complementares e ultrassonografia auxiliam a investigação. O toque vaginal digital deve ser evitado na ausência de indicação obstétrica, devido ao risco de infecção. A conduta depende principalmente da idade gestacional, das condições maternas e fetais e da presença de infecção ou sofrimento fetal. A termo, recomenda-se geralmente a indução do parto, considerando a avaliação clínica. Nos casos pré-termo, a conduta expectante pode ser indicada em pacientes selecionadas, com vigilância rigorosa, antibioticoterapia quando indicada e corticosteroides para maturação pulmonar fetal conforme a idade gestacional. Entre as complicações destacam-se corioamnionite, sepse materna, prolapso de cordão, síndrome do desconforto respiratório neonatal e hemorragia intraventricular associada à prematuridade. A identificação precoce de sinais de infecção e a definição oportuna do momento do parto são fundamentais para reduzir riscos e melhorar os desfechos. Conclusão: A amniorrexe prematura exige diagnóstico preciso e manejo individualizado, considerando idade gestacional, riscos infecciosos e condições fetais. A aplicação de protocolos baseados em evidências e a vigilância materno-fetal contribuem para reduzir complicações e melhorar os resultados perinatais.
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Referências
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