Amniorrexe Prematura: Diagnóstico, Conduta Obstétrica, Complicações e Desfechos Maternos e Perinatais

Autores

  • Luisa Mourão de Morais Fundação Educacional do Município de Assis
  • Paola Elizandra Simões Gasparini Fundação Educacional do Município de Assis
  • Luísa de Jesuz Teixeira da Costa Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino
  • Bianca Vargas Pinto Campinha Centro Universitário Cesumar
  • Augusto Carlos Zaccarone Júnior Fundação Educacional de Penápolis
  • Yasmin Menin Universidade Anhembi Morumbi
  • Cintia Helena Medeiros de Abreu Ferreira Universidade São Judas Tadeu
  • Maiara Mees Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí
  • Luiz Felipe da Cunha Prata Universidade Tiradentes
  • Augusto Sampaio Gonçalves Porto Faculdade Pernambucana de Saúde
  • Carolina de Carvalho Moury Fernandes Faculdade Pernambucana de Saúde
  • Sandira da Silva Paiva Universidade do Estado do Amazonas
  • Ana Carolina Silva Gontijo Faculdade Morgana Potrich
  • Caroline Dantas Pereira Universidade Federal do Acre
  • Luana Vallone Kobbaz Universidade de Mogi das Cruzes

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p300-314

Palavras-chave:

Amniorrexe Prematura; Rotura de Membranas; Diagnóstico Obstétrico; Prematuridade; Infecção Intra-amniótica; Desfechos Perinatais

Resumo

Introdução: A amniorrexe prematura, também denominada rotura prematura de membranas ovulares, caracteriza-se pela ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas, associa-se à prematuridade e ao aumento da morbimortalidade neonatal. A condição também eleva o risco de infecção materna, descolamento prematuro de placenta e complicações relacionadas ao cordão umbilical. Objetivo: Analisar os métodos diagnósticos, as condutas obstétricas e as principais complicações e desfechos maternos e perinatais relacionados à amniorrexe prematura. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), priorizando o protocolo da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), diretrizes do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e estudos clínicos relevantes publicados na área. Discussão/Resultados: O diagnóstico baseia-se na história clínica e no exame especular, com identificação de líquido amniótico acumulado na vagina ou exteriorizado pelo colo uterino. Quando necessário, testes complementares e ultrassonografia auxiliam a investigação. O toque vaginal digital deve ser evitado na ausência de indicação obstétrica, devido ao risco de infecção. A conduta depende principalmente da idade gestacional, das condições maternas e fetais e da presença de infecção ou sofrimento fetal. A termo, recomenda-se geralmente a indução do parto, considerando a avaliação clínica. Nos casos pré-termo, a conduta expectante pode ser indicada em pacientes selecionadas, com vigilância rigorosa, antibioticoterapia quando indicada e corticosteroides para maturação pulmonar fetal conforme a idade gestacional. Entre as complicações destacam-se corioamnionite, sepse materna, prolapso de cordão, síndrome do desconforto respiratório neonatal e hemorragia intraventricular associada à prematuridade. A identificação precoce de sinais de infecção e a definição oportuna do momento do parto são fundamentais para reduzir riscos e melhorar os desfechos. Conclusão: A amniorrexe prematura exige diagnóstico preciso e manejo individualizado, considerando idade gestacional, riscos infecciosos e condições fetais. A aplicação de protocolos baseados em evidências e a vigilância materno-fetal contribuem para reduzir complicações e melhorar os resultados perinatais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS (ACOG). Increased risk of maternal morbidity associated with previable and periviable preterm prelabor rupture of membranes. Washington, DC: ACOG, jun. 2025. Disponível em: https://www.acog.org/clinical/clinical-guidance/practice-advisory/articles/2025/05/increased-risk-of-maternal-morbidity-associated-with-previable-and-periviable-preterm-prelabor-rupture-of-membranes⁠.

AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS (ACOG). Prelabor rupture of membranes. Obstetrics & Gynecology, v. 135, n. 3, p. e80-e97, 2020. Disponível em: https://www.acog.org/clinical/clinical-guidance/practice-bulletin/articles/2020/03/prelabor-rupture-of-membranes⁠.

BATTARBEE, Ashley N. et al. Society for Maternal-Fetal Medicine Consult Series #71: management of previable and periviable preterm prelabor rupture of membranes. American Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 231, n. 4, p. B2-B15, 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajog.2024.07.016⁠.

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Rotura prematura de membranas ovulares. 3. ed. São Paulo: FEBRASGO, 2024. (Protocolos FEBRASGO – Obstetrícia, n. 18). Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/images/pec/CNE_pdfs/fps2024/Protocolos%20cole%C3%A7%C3%A3o%202024-2025/n18%20-%20O%20-%20Rotura%20prematura%20de%20membranas%20ovulares.pdf⁠.

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Rotura prematura de membranas ovulares. 3. ed. São Paulo: FEBRASGO, 2025. (Protocolos FEBRASGO – Obstetrícia, n. 18).

FREEMAN, Sarah W. et al. Management of preterm premature rupture of membranes in the late preterm period. Obstetrical & Gynecological Survey, v. 77, n. 5, p. 283-292, 2022. DOI: https://doi.org/10.1097/OGX.0000000000001024⁠.

GIOULEKA, Sonia et al. Diagnosis and management of preterm prelabor rupture of membranes: a comprehensive review of major guidelines. Obstetrical & Gynecological Survey, v. 79, n. 10, p. 591-603, 2024. DOI: https://doi.org/10.1097/OGX.0000000000001313.

GOODFELLOW, Laura et al. Preterm prelabour rupture of membranes before 23 weeks’ gestation: prospective observational study. BMJ Medicine, v. 3, n. 1, e000729, 2024. DOI: https://doi.org/10.1136/bmjmed-2023-000729⁠.

KUA, Sonia et al. Systematic review of national and international clinical practice guidelines for management of preterm prelabor rupture of membranes. American Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 234, n. 6, p. 1579-1592, 2026. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajog.2025.11.030.

KUMAR, Deepak et al. The physiology of fetal membrane weakening and rupture: insights gained from the determination of physical properties revisited. Placenta, v. 42, p. 59-73, 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.placenta.2016.03.015⁠.

MORRIS, Jonathan M. et al. Immediate delivery compared with expectant management after preterm pre-labour rupture of the membranes close to term (PPROMT trial): a randomised controlled trial. The Lancet, v. 387, n. 10017, p. 444-452, 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(15)00724-2⁠.

NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Preterm labour and birth. Guideline NG25. London: NICE, 2015. Atualizado em: 10 jun. 2022. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng25⁠.

PEREIRA, Ana Maria Gomes et al. Antibiotic prophylaxis in pregnant with premature rupture of ovular membranes: systematic review and meta-analysis. Einstein (São Paulo), v. 20, eRW0015, 2022. DOI: https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2022RW0015⁠.

QUIST-NELSON, Johanna et al. Immediate delivery compared with expectant management in late preterm prelabor rupture of membranes: an individual participant data meta-analysis. Obstetrics & Gynecology, v. 131, n. 2, p. 269-279, 2018. DOI: https://doi.org/10.1097/AOG.0000000000002447⁠.

RONZONI, Stefania et al. Guideline No. 430: diagnosis and management of preterm prelabour rupture of membranes. Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada, v. 44, n. 11, p. 1193-1208.e1, 2022. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jogc.2022.08.014⁠.

ROYAL COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNAECOLOGISTS (RCOG). Care of women presenting with suspected preterm prelabour rupture of membranes from 24+0 weeks of gestation. Green-top Guideline No. 73. London: RCOG, 2019. DOI: https://doi.org/10.1111/1471-0528.15803⁠.

SEAMAN, Rachel D. et al. Erythromycin vs azithromycin for treatment of preterm prelabor rupture of membranes: a systematic review and meta-analysis. American Journal of Obstetrics and Gynecology, 2022. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajog.2021.12.262⁠.

Downloads

Publicado

2026-11-04

Como Citar

Mourão de Morais, L., Simões Gasparini, P. E., Teixeira da Costa , L. de J., Vargas Pinto Campinha , B., Zaccarone Júnior, A. C., Menin , Y., Medeiros de Abreu Ferreira, C. H., Mees , M., da Cunha Prata , L. F., Sampaio Gonçalves Porto , A., de Carvalho Moury Fernandes , C., da Silva Paiva , S., Silva Gontijo , A. C., Dantas Pereira , C., & Vallone Kobbaz , L. (2026). Amniorrexe Prematura: Diagnóstico, Conduta Obstétrica, Complicações e Desfechos Maternos e Perinatais. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(11), 300–314. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n11p300-314