USO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO CIDADÃO (PEC/E-SUS) NO REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA SAÚDE MENTAL DE PESSOAS COM SÍFILIS E HIV NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA.

Autores

  • Jozadake Petry Fausto
  • Everton Nogueira de Souza
  • Andriele Fontenele Rodrigues Machado
  • Luis Eufrásio Farias Neto
  • Irislane da Silva Oliveira
  • Ana Karoline Cezario Coêlho
  • Sandra Fernandes Lima
  • Ana Eliselma Furtado Silva
  • Lucas Pereira Pintos de Sousa
  • Artur Morais Cavalcante de Amorim

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1993-2014

Palavras-chave:

Prontuário Eletrônico do Cidadão; e-SUS APS; Saúde Mental; HIV; Sífilis; Atenção Primária à Saúde.

Resumo

A incorporação de tecnologias digitais aos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) tem ampliado as possibilidades de registro, organização e acompanhamento das condições de saúde, destacando-se o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), integrante da estratégia e-SUS APS. Entre as populações que podem se beneficiar da qualificação dos registros estão as pessoas com sífilis e HIV, considerando a necessidade de acompanhamento longitudinal, identificação de fatores de risco, vigilância clínica e atenção às demandas de saúde mental. Objetivou-se analisar as evidências científicas acerca do uso de prontuários eletrônicos e ferramentas digitais no registro, identificação e acompanhamento de aspectos relacionados à saúde mental de pessoas com sífilis e HIV no contexto da Atenção Primária. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir das referências científicas previamente selecionadas, contemplando estudos publicados predominantemente entre 2024 e 2025. Foram analisadas evidências sobre PEC/e-SUS APS, registros eletrônicos em saúde, identificação de sífilis, acompanhamento de pessoas vivendo com HIV, utilização de ferramentas digitais e cuidado em saúde mental. Os estudos demonstraram que os registros eletrônicos podem ampliar a capacidade de identificação de necessidades clínicas, apoiar decisões profissionais, organizar informações longitudinais e favorecer intervenções oportunas. No contexto das infecções sexualmente transmissíveis, ferramentas eletrônicas apresentaram potencial para sinalização de pacientes em risco, estímulo à testagem e melhoria dos processos de cuidado. Entre pessoas vivendo com HIV, os registros eletrônicos também possibilitaram análises relacionadas à utilização dos serviços de saúde mental e ao acompanhamento de condições associadas à depressão. Conclui-se que o PEC/e-SUS APS apresenta potencial estratégico para integrar informações clínicas, psicossociais e epidemiológicas, contribuindo para um cuidado longitudinal e multiprofissional. Entretanto, sua efetividade depende da qualidade dos registros, capacitação profissional, infraestrutura tecnológica, interoperabilidade e garantia de privacidade e segurança das informações.

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Publicado

2026-10-23

Como Citar

Fausto, J. P., Souza, E. N. de, Machado, A. F. R., Farias Neto, L. E., Oliveira, I. da S., Coêlho, A. K. C., Lima, S. F., Silva, A. E. F., Sousa, L. P. P. de, & Amorim, A. M. C. de. (2026). USO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO CIDADÃO (PEC/E-SUS) NO REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA SAÚDE MENTAL DE PESSOAS COM SÍFILIS E HIV NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(10), 1993–2014. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1993-2014