Assistência Fisioterapêutica no cuidado obstétrico no Sistema Único de Saúde (SUS): Uma revisão bibliográfica
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1600-1610Palavras-chave:
Palavras-chave: Fisioterapia, Obstetrícia, Sistema Único de Saúde, Saúde da Mulher, Período Pós-Parto.Resumo
Introdução: A assistência à saúde da mulher durante o ciclo gravídico-puerperal integra as prioridades do Sistema Único de Saúde (SUS). A fisioterapia obstétrica atua nos diferentes níveis de atenção, envolvendo ações de preparação corporal, manejo da dor e recuperação funcional. Contudo, a inserção profissional apresenta heterogeneidade quanto à oferta e à organização do cuidado. Objetivos: Analisar as evidências científicas disponíveis sobre a assistência fisioterapêutica obstétrica no SUS. Material e Métodos: Realizou-se uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa e caráter descritivo. A busca foi conduzida nas bases SciELO, LILACS, PubMed e PEDro, com descritores combinados em português e inglês para o período de 2016 a 2026. Resultados: Foram selecionados 14 artigos elegíveis. As intervenções identificadas abrangeram cinesioterapia, mobilidade pélvica, técnicas respiratórias, recursos eletrofísicos e térmicos, treinamento do assoalho pélvico e reeducação funcional. Os benefícios evidenciados englobaram redução do tempo do trabalho de parto, diminuição da dor e ansiedade, prevenção de traumas perineais, melhora do controle postural e recuperação pós-parto. Identificaram-se desafios relativos à escassez de recursos humanos, restrição de tempo assistencial, falta de padronização de protocolos e irregularidade na oferta do serviço na Atenção Primária à Saúde e no ambiente hospitalar. Conclusões: A fisioterapia obstétrica coopera para a qualificação do cuidado materno no ciclo gravídico-puerperal no SUS, embora sua incorporação ainda necessite de padronização e fortalecimento institucional.
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Referências
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