TROMBOSE VENOSA PROFUNDA: DA FISIOPATOLOGIA AO TRATAMENTO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1501-1515Palavras-chave:
Trombose venosa profunda; Tromboembolismo venoso; Fisiopatologia; Anticoagulação; Diagnóstico; Prevenção.Resumo
A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza-se pela formação de trombos no interior do sistema venoso profundo, predominantemente nos membros inferiores, constituindo uma manifestação importante do tromboembolismo venoso (TEV). Trata-se de uma condição clínica potencialmente grave, associada a complicações como embolia pulmonar, síndrome pós-trombótica e recorrência tromboembólica. Sua fisiopatologia envolve a interação entre estase sanguínea, disfunção endotelial e hipercoagulabilidade, mecanismos tradicionalmente descritos pela tríade de Virchow. Entre os principais fatores de risco encontram-se imobilização prolongada, procedimentos cirúrgicos, neoplasias, gestação, uso de estrogênios, obesidade e antecedentes pessoais de tromboembolismo venoso. O diagnóstico fundamenta-se na avaliação da probabilidade clínica, na dosagem do dímero-D e nos exames de imagem, especialmente a ultrassonografia com compressão venosa associada ao Doppler. O tratamento baseia-se principalmente na anticoagulação, cuja escolha e duração dependem das características clínicas do paciente, do risco hemorrágico e da presença de fatores precipitantes persistentes. Em situações selecionadas, podem ser consideradas intervenções endovasculares ou cirúrgicas. A prevenção, por sua vez, envolve a identificação precoce dos indivíduos de risco e a implementação de medidas farmacológicas e mecânicas apropriadas. Nesse contexto, o conhecimento integrado dos mecanismos fisiopatológicos, dos métodos diagnósticos e das alternativas terapêuticas é fundamental para reduzir a morbimortalidade associada à doença.
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Referências
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