ALVEOLITE SECA: CONSEQUÊNCIAS NA CIRURGIA ORAL E CONDUTAS PREVENTIVAS

Autores

  • Abner Mendonça da Silva
  • Isabella Cintra Silva
  • Cristiane Oliveira da Silva
  • Raphaela Luiza de Oliveira Ribas
  • Amanda Passatore Cabral
  • Guilherme Aparecido Monteiro Duque da Fonseca
  • Andreia Carvalho Cardoso
  • Manoel Saraiva dos Santos Junior

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1418-1435

Palavras-chave:

Alveolite; Osteíte; Extração Dentária; Cirurgia Bucal; Complicações Pós-Operatórias; Cicatrização.

Resumo

A alveolite seca, também denominada osteíte alveolar, configura-se uma como uma das complicações pós-operatórias associadas às exodontias, especialmente à remoção de terceiros molares. Caracteriza-se pela ausência, pela desintegração ou perda precoce do coágulo sanguíneo no interior do alvéolo dentário, comprometendo o processo de cicatrização e ocasionando dor intensa, geralmente manifestada nos primeiros dias após o procedimento. Este trabalho teve como objetivo definir as consequências da alveolite seca em cirurgias orais, bem como identificar e discutir as principais condutas preventivas utilizadas para minimizar sua ocorrência. Realizou-se uma revisão de literatura por meio de busca de estudos nas bases PubMed e buscador Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados à alveolite seca, osteíte alveolar, extrações dentárias, fatores de risco, prevenção e tratamento. A literatura analisada demonstrou que o desenvolvimento da alveolite seca apresenta caráter multifatorial, estando relacionado a fatores como trauma cirúrgico, tabagismo, condições sistêmicas, uso de anticoncepcionais, infecções locais e características individuais do paciente. Entre suas principais manifestações encontram-se dor intensa e persistente, exposição óssea alveolar, halitose e irradiação da dor para regiões adjacentes, podendo ocorrer comprometimento da alimentação, higiene bucal, sono e qualidade de vida. As estratégias preventivas envolvem avaliação pré-operatória adequada, redução do trauma cirúrgico, orientações pós-operatórias e utilização criteriosa de medidas farmacológicas e antissépticas. Conclui-se que a identificação dos fatores predisponentes e a adoção de medidas preventivas individualizadas são fundamentais para reduzir a ocorrência da alveolite seca, favorecer a recuperação pós-operatória e proporcionar maior segurança e conforto aos pacientes submetidos às cirurgias orais.

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Publicado

2026-10-16

Como Citar

Silva, A. M. da, Silva, I. C., Silva, C. O. da, Ribas, R. L. de O., Cabral, A. P., Fonseca, G. A. M. D. da, Cardoso, A. C., & Santos Junior, M. S. dos. (2026). ALVEOLITE SECA: CONSEQUÊNCIAS NA CIRURGIA ORAL E CONDUTAS PREVENTIVAS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(10), 1418–1435. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1418-1435