PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE EM POPULAÇÕES VULNERÁVEIS NO BRASIL

Autores

  • Airla Laina da Gama de Souza
  • Ângela Laís Ribeiro Fernandes
  • João Hairton de Sousa Oliveira
  • Maria Regina Jardim Amorim
  • Allan Araújo Rodrigues UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
  • Patricia Thais Cardoso da Silva
  • Franciane Nascimento Nunes
  • Erlane da Silva Fernandes
  • Elaynne Raimunda Costa da Silva
  • Bruna Patricia Salomão Martins
  • Kaic Itallo Ferreira Ribeiro
  • Laelson Rochelle Milanês de Sousa

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1858-1871

Palavras-chave:

Hanseníase, Epidemiologia, Populações Vulneráveis

Resumo

Introdução: a hanseníase é uma doença infecciosa crônica e um importante problema de saúde pública, apresentando maior ocorrência em populações socialmente vulneráveis. sua distribuição está relacionada a fatores socioeconômicos, desigualdades territoriais, baixa escolaridade, estigma e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Objetivo: analisar o perfil epidemiológico da hanseníase em populações vulneráveis no brasil. Metodologia: estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com dados secundários do datasus/tabnet, referentes aos casos de hanseníase diagnosticados no brasil entre 2001 e 2024. Foram analisadas as variáveis sexo, raça/cor, faixa etária, escolaridade e região de notificação. Os dados foram organizados no microsoft excel 2010 e analisados por estatística descritiva, mediante frequências absolutas e relativas. Resultados: entre 2020 e 2024, houve predominância de casos no sexo masculino (55,9%) e entre pessoas pardas (78,3%). Indivíduos com 15 anos ou mais representaram 93,5% dos registros. Entre os dados de escolaridade analisados, 72,3% correspondiam a pessoas analfabetas. As regiões nordeste e norte concentraram 44,7% e 23,7% dos casos, respectivamente. Discussão: os achados evidenciam a persistência da hanseníase entre grupos socialmente vulneráveis, especialmente homens, pessoas pardas, indivíduos com baixa escolaridade e residentes nas regiões norte e nordeste. Esse cenário reforça a influência dos determinantes sociais, das desigualdades territoriais, do acesso limitado aos serviços e do diagnóstico tardio na manutenção da transmissão. Conclusão: a hanseníase permanece como relevante problema de saúde pública no brasil, com concentração entre populações vulneráveis. O fortalecimento da vigilância epidemiológica, do diagnóstico precoce, da atenção primária, da educação em saúde e de políticas voltadas à redução das desigualdades é fundamental para o controle da doença.

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Referências

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Publicado

2026-10-22

Como Citar

da Gama de Souza, A. L., Ribeiro Fernandes , Ângela L., de Sousa Oliveira, J. H., Jardim Amorim, M. R., Araújo Rodrigues, A., Cardoso da Silva , P. T., Nascimento Nunes, F., da Silva Fernandes, E., Costa da Silva, E. R., Salomão Martins , B. P., Ferreira Ribeiro, K. I., & Rochelle Milanês de Sousa, L. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE EM POPULAÇÕES VULNERÁVEIS NO BRASIL . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(10), 1858–1871. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1858-1871