Relação entre estilo de vida e candidíase vulvovaginal: REVISÃO EXPLORATÓRIA E ELABORAÇÃO DE FERRAMENTA EDUCATIVA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1208-1221Palavras-chave:
Candidíase vulvovaginal, candidíase vulvovaginal recorrente, Estilo de vida, Microbiota vaginal, Educação em SaúdeResumo
Introdução: A candidíase vulvovaginal recorrente constitui condição frequente e multifatorial, cuja ocorrência pode estar relacionada a fatores clínicos, comportamentais, ambientais e hávitos de vida. Objetivo: Analisar, de forma exploratória, a relação entre fatores de estilo de vida e a ocorrência ou reccorrência da candidíase vulvovaginal, além de desenvolver uma ferramenta educativa para prevenção. Metodologia: Realizou-se estudo exploratório, de abordagem qualitativa, em duas etapas. Na primeira, foram consultadas PubMed, SciELO e Google Scholar, utilizando descritores DeCS/MeSH relacionados a candidíase vulvovaginal, recorrência, estilo de vida, fatores de risco, prevenção e microbiota vaginal. Foram considerados artigos publicados entre 2020 e 2026, disponíveis na íntegra, 9 foram excluídos, resultando em 33 publicações analisadas qualitativamente e organizadas em categorias temáticas. Na segunda etaá, foi elaborado um folder educativo fundametado nas evidências encontradas. Resultados: Foram identificados fatores clínicos, uso de medicamentos, práticas de higiene íntima, vestuário, alimentação, estresse, privação de sono, aspectos sexuais e características da microbiota vaginal como elementos relacionados à ocorrência ou recorrência da doença. Evidenciou-se também a importância da educação em saúde para tradução do conhecimento científico em práticas de autocuidado. Conclusão: A candidíase vulvovaginal recorrente deve ser abordada de maneira integrada, considerando fatores modificáveis e a preservação da microbiota vaginal. A ferramenta educativa desenvolvida constitui estratégia potencial para apoiar ações de promoção da saúde e prevenção, embora ainda necessite de validação formal quanto à compreensão e efetividade.
Downloads
Referências
ARDIZZONI, A.; WHEELER, R. T.; PERICOLINI, E. It takes two to tango: how a dysregulation of the innate immunity, coupled with Candida virulence, triggers VVC onset. Frontiers in Microbiology, v. 12, p. 692491, 2021.
BARDIN, M. G. et al. Hábitos de higiene genital e atividade sexual entre mulheres com vaginose bacteriana e/ou candidíase vulvovaginal. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 44, n. 2, p. 169–177, 2022.
BITEW, A.; ABEBE, W. Vulvovaginal candidiasis: species distribution and antifungal susceptibility. BMC Infectious Diseases, v. 20, p. 1–9, 2020.
CHEE, W. J. Y.; CHEW, S. Y.; THAN, L. T. L. Vaginal microbiota and the potential of Lactobacillus derivatives in maintaining vaginal health. Microbial Cell Factories, v. 19, p. 203, 2020.
DAHER, A. et al. Intimate hygiene practices and reproductive tract infections: a systematic review. Gynecology and Obstetrics Clinical Medicine, v. 2, p. 129–135, 2022.
DANBY, C. S.; SOBEL, J. D. Recurrent vulvovaginal candidiasis: epidemiology and management. Current Infectious Disease Reports, v. 23, n. 8, p. 1–10, 2021.
DENNING, D. W. et al. Global burden of recurrent vulvovaginal candidiasis. The Lancet Infectious Diseases, v. 20, n. 11, p. 133–141, 2020.
DOVNIK, A.; GOLICNIK, M. Recurrent vulvovaginal candidiasis: pathogenesis and
clinical management. Acta Dermatovenerologica Alpina, v. 29, p. 1–6, 2020.
DREHER, A. et al. Host immune response in recurrent vulvovaginal candidiasis.
Frontiers in Immunology, v. 12, p. 1–12, 2021.
FARR, A. et al. Management of recurrent vulvovaginal candidiasis. European Journal
of Obstetrics & Gynecology, v. 259, p. 1–6, 2021.
FISHER, J. F.; SOBEL, J. D. Candida infections of the genital tract. Infectious Disease Clinics of North America, v. 34, n. 4, p. 1–16, 2020.
GANDHI, A. B. et al. Intimate hygiene for women: expert practice points. International Journal of Reproduction, Contraception, Obstetrics and Gynecology, v. 11, Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Volume 8, Issue x (2026), Page 05-43.
RELAÇÃO ENTRE ESTILO DE VIDA E CANDIDÍASE VULVOVAGINAL: REVISÃO EXPLORATÓRIA E ELABORAÇÃO DE FERRAMENTA EDUCATIVA.
Araújo, L. R. O., et al. n. 8, p. 2315–2319, 2022.
GONÇALVES, B. et al. Vulvovaginal candidiasis: epidemiology, microbiology and risk factors. Critical Reviews in Microbiology, v. 47, n. 3, p. 1–14, 2021.
KALIA, N.; SINGH, J.; KAUR, M. Microbiota in vaginal health and pathogenesis of
recurrent vulvovaginal infections: a critical review. Annals of Clinical Microbiology and
Antimicrobials, v. 19, p. 1–15, 2020.
KUO, S.-H. et al. Role of pH value in clinically relevant diagnosis. Diagnostics, v. 10, n. 2, p. 107, 2020.
LOBO, M. et al. Recurrent vulvovaginal candidosis and its underlying mechanisms: a systematic review. Journal of Fungi, v. 11, n. 5, p. 357, 2025.
MENDLING, W. Vaginal microbiota and vulvovaginal candidosis. Current Opinion in
Infectious Diseases, v. 34, n. 2, p. 1–6, 2021.
NEAL, C. M.; MARTENS, M. G. Clinical challenges in diagnosis and treatment of recurrent vulvovaginal candidiasis. SAGE Open Medicine, v. 10, p. 1–7, 2022.
NOVAK, J. et al. Characteristics associated with Lactobacillus iners-dominated vaginal microbiota. Sexually Transmitted Infections, v. 98, p. 353–359, 2022.
PAPPAS, P. G. et al. Clinical practice guideline for the management of candidiasis. Clinical Infectious Diseases, v. 73, n. 5, p. 1–30, 2021.
PINHEIRO, D. L. et al. Vulvovaginal candidiasis: lifestyle habits that favor recurrent infection in medical students. Journal of Advances in Medicine and Medical Research, v. 38, n. 1, p. 51–57, 2026.
SATORA, M. et al. Treatment of vulvovaginal candidiasis—an overview of guidelines
and the latest treatment methods. Journal of Clinical Medicine, v. 12, n. 16, p. 5376, 2023.
SOBEL, J. D. Syndromic treatment of women with vulvovaginal symptoms in the United States: a call to action! Clinical Infectious Diseases, 2020.
SOBEL, J. D. Recurrent vulvovaginal candidiasis. American Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 214, n. 1, p. 15–21, 2021.
SOBEL, J. D.; VEMPATI, Y. S. Bacterial vaginosis and vulvovaginal candidiasis: Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences Volume 8, Issue x (2026), Page 05-43.
RELAÇÃO ENTRE ESTILO DE VIDA E CANDIDÍASE VULVOVAGINAL: REVISÃO EXPLORATÓRIA E ELABORAÇÃO DE FERRAMENTA EDUCATIVA.
Araújo, L. R. O., et al. pathophysiologic interrelationship. Microorganisms, v. 12, n. 1, p. 108, 2024.
TUDDENHAM, S. et al. Lactobacillus-dominance and rapid stabilization of vaginal microbiota in combined oral contraceptive pill users examined through a longitudinal cohort study with frequent vaginal sampling over two years. eBioMedicine, v. 87, p. 104407, 2023.
VENTOLINI, G.; BAGGISH, M. Vaginal candidiasis and hygiene practices: current perspectives. Women’s Health, v. 17, p. 1–10, 2021.
VIEIRA-BAPTISTA, P.; STOCKDALE, C. K.; SOBEL, J. International Society for the Study of Vulvovaginal Disease recommendations for the diagnosis and treatment of vaginitis. Lisbon: Admedic, 2023.
VIEIRA-BAPTISTA, P. et al. Vaginal wet mount microscopy guidelines: how to perform, applications, and interpretation. Journal of Lower Genital Tract Disease, 2021.
WILLEMS, H. et al. The pathogenesis of recurrent vulvovaginal candidiasis. Microorganisms, v. 8, n. 5, p. 1–15, 2020.
YANO, J. et al. Current patient perspectives of vulvovaginal candidiasis. Patient Preference and Adherence, v. 14, p. 1–11, 2020.
YAZDY, G. M. et al. Recurrent infectious vaginitis: a practical approach for the primary care clinician. Medical Clinics of North America, v. 108, p. 373–392, 2024.
ZHANG, X. et al. Candida albicans and vaginal microbiome interactions. Frontiers in Microbiology, v. 12, p. 1–10, 2021. Brazilian Journal of Implantology and
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Loyde Rebecca Oliveira Araújo, Gabriela Borborema do Amaral

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são detentores dos direitos autorais mediante uma licença CCBY 4.0.



