ACOLHIMENTO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: HUMANIZAÇÃO, VÍNCULO TERAPÊUTICO E DESAFIOS PARA A ORGANIZAÇÃO DO CUIDADO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p715-723Palavras-chave:
acolhimento; atenção primária à saúde; humanização da assistência; relações profissional-paciente; comunicação em saúde.Resumo
O acolhimento constitui uma diretriz essencial para a organização do acesso na Atenção Primária à Saúde (APS) fundamentada na humanização da assistência. Isto para, mais do que uma etapa de recepção ou triagem, envolver uma escuta qualificada, responsabilização, avaliação das necessidades do usuário e construção de vínculo com a busca por respostas resolutivas. Este artigo tem como objetivo discutir, por meio de revisão narrativa da literatura, a importância do acolhimento na APS, suas relações com humanização, vínculo terapêutico e comunicação, bem como os principais obstáculos à sua efetivação no cotidiano dos serviços. Foram priorizados documentos institucionais e publicações científicas nacionais sobre acolhimento, humanização e APS, incluindo trabalhos clássicos e revisões sobre o tema. A literatura aponta que a redução do acolhimento à distribuição de vagas, fichas ou classificação burocrática de demandas compromete o acesso, o que favorece insatisfação do usuário e gera conflitos - além de enfraquecer a longitudinalidade do cuidado. Em contrapartida, práticas baseadas em escuta, respeito, empatia, responsabilização e trabalho multiprofissional contribuem para a resolutividade e para o fortalecimento da relação entre usuários e equipes. Conclui-se que o acolhimento deve ser compreendido como um protocolo operacional padrão complexo, uma postura ético-assistencial transversal a todo o processo de cuidado, exigindo organização adequada do acesso, qualificação das equipes e apoio institucional.
Palavras-chave: acolhimento; atenção primária à saúde; humanização da assistência; relações profissional-paciente; comunicação em saúde.
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