Micro- e nanoplásticos e PFAS: mecanismos de disrupção endócrina, janelas críticas do desenvolvimento e repercussões sistêmicas

Autores

  • Lucas Martins Moreira Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Alicia Cassiana De Azevedo Pereira Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Ana Beatriz Martins da Silva Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Ana Elisa Ferreira Caminhas Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Daniely Cristina Lima Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Derivaldo Tadeu da Costa Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Eder Assis Vieira Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Emanuelly Maria de Paula Azarias Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Giulia Aguilar Rodrigues Piassi Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Layla Isabelle Brito Mesquita Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Lívia Marques de Salles Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Mardjori Alves Borges Centro Universitário de Valença
  • Matheus Rocha Barcelos Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Stella Sardinha Sousa Braga Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Pedro Paulo Silva Costa Filho Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Samantha Marques Jordão Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Tainá Simões Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Isabel Cristina de Oliveira Mendes Faculdade Zarns Pouso Alegre

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p554-577

Palavras-chave:

Inflamação Crônica, Poluição do ar, Microplásticos, Distúrbios endócrinos, Citocinas

Resumo

A disseminação ambiental de micro- e nanoplásticos (MNPs) e de substâncias per- e polifluoroalquílicas (PFAS) tem despertado preocupação em razão da ampla exposição humana e de seus potenciais efeitos sobre a saúde. Esses contaminantes podem alcançar o organismo por diferentes vias, atravessar barreiras biológicas e interagir com mecanismos relacionados à homeostase hormonal, ao estresse oxidativo e à inflamação. Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar criticamente as evidências sobre mecanismos de disrupção endócrinas associados à exposição a MNPs e PFAS, com ênfase nas janelas críticas do desenvolvimento, no paradigma das Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença (DOHaD) e nas repercussões metabólicas, reprodutivas e neurodesenvolvimentais. Foram considerados estudos experimentais, epidemiológicos e revisões de literatura que abordaram vias de exposição, mecanismos moleculares, alterações endócrinas e efeitos relacionados à exposição precoce. As evidências disponíveis sugerem que MNPs e PFAS podem estar envolvidos na geração de estresse oxidativo, na ativação de vias inflamatórias, em alterações da sinalização hormonal e em modificações epigenéticas. Entretanto, a heterogeneidade dos métodos, das características das partículas, dos compostos avaliados e das doses empregadas limita a extrapolação direta desses achados para a saúde humana. Conclui-se que a exposição a esses contaminantes representa uma questão emergente de saúde ambiental, especialmente durante períodos de maior vulnerabilidade biológica. São necessários estudos longitudinais e padronizados que avaliem exposições ambientalmente relevantes, efeitos de misturas químicas e desfechos clínicos em populações humanas.

Palavras-chave: Micro- e nanoplásticos. Substâncias per- e polifluoroalquílicas. Disrupção endócrina. DOHaD. Saúde ambiental.

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Publicado

2026-10-07

Como Citar

Moreira, L. M., Cassiana De Azevedo Pereira, A., Martins da Silva, A. B., Ferreira Caminhas, A. E., Cristina Lima, D., Tadeu da Costa, D., Assis Vieira, E., Maria de Paula Azarias, E., Aguilar Rodrigues Piassi, G., Isabelle Brito Mesquita, L., Marques de Salles, L., Alves Borges, M., Rocha Barcelos, M., Sardinha Sousa Braga, S., Silva Costa Filho, P. P., Marques Jordão, S., Simões, T., & Cristina de Oliveira Mendes, I. (2026). Micro- e nanoplásticos e PFAS: mecanismos de disrupção endócrina, janelas críticas do desenvolvimento e repercussões sistêmicas . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(10), 554–577. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p554-577