Transtorno de Personalidade Borderline: Aspectos Clínicos, Diagnóstico e Abordagens Terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p492-506Palavras-chave:
Transtorno de Personalidade Borderline; Psiquiatria; Diagnóstico; Psicoterapia; Regulação Emocional; Comorbidades PsiquiátricasResumo
Introdução: O transtorno de personalidade borderline (TPB) é uma condição psiquiátrica caracterizada por instabilidade persistente nos relacionamentos interpessoais, autoimagem, regulação emocional e comportamento. Podem ocorrer impulsividade, medo de abandono, episódios de automutilação, ideação suicida e dificuldades importantes no funcionamento social. A heterogeneidade clínica e a frequente associação com outros transtornos psiquiátricos tornam o reconhecimento e o manejo desafios relevantes na prática clínica. Objetivo: Revisar os principais aspectos clínicos, critérios diagnósticos e abordagens terapêuticas empregadas no tratamento do TPB. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), priorizando artigos científicos, revisões clínicas e recomendações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e de instituições internacionais reconhecidas. Foram selecionadas publicações relacionadas às manifestações clínicas, diagnóstico, psicoterapia, farmacoterapia e manejo de crises. Discussão/Resultados: O diagnóstico é essencialmente clínico e deve considerar a história longitudinal do paciente, o padrão de funcionamento interpessoal e a presença de sintomas persistentes, diferenciando-os de manifestações episódicas de outros transtornos. A avaliação também deve investigar comorbidades, uso de substâncias, automutilação e risco de suicídio. O tratamento deve ser estruturado e individualizado, tendo a psicoterapia como principal estratégia terapêutica. Entre as abordagens estudadas destacam-se a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia Baseada na Mentalização (MBT), a Psicoterapia Focada na Transferência (TFP) e o Bom Manejo Clínico (GPM). Essas modalidades buscam melhorar a regulação emocional, reduzir comportamentos autodestrutivos e favorecer o funcionamento interpessoal. A farmacoterapia não deve ser utilizada como tratamento específico do TPB, mas pode ser considerada para transtornos comórbidos ou situações clínicas selecionadas. Diretrizes também ressaltam a importância de planos de manejo de crises, acompanhamento longitudinal e estabelecimento de uma relação terapêutica consistente. Conclusão: O TPB requer avaliação abrangente e acompanhamento contínuo. A psicoterapia estruturada constitui o eixo central do tratamento, enquanto medicamentos devem ser direcionados principalmente às comorbidades. O reconhecimento precoce, a avaliação sistemática de risco e a continuidade do cuidado são fundamentais para melhorar o funcionamento e a qualidade de vida.
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Referências
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