Uso de anti-hipertensivos no controle da pressão arterial em pacientes hipertensos na Atenção Primária à Saúde.

Autores

  • Maria Liliane Ferreira Santiago Estácio IDOMED Juazeiro Bahia
  • Alan Francisco Gonçalves de Sousa Seixas
  • Beatriz Maria de Souza Nascimento
  • Cauã Rios Marques da Silva
  • Eduarda Laysa Duarte Amorim
  • Franciete Assis de Brito
  • Jaqueline Gonçalves Castro
  • Jônatas Rodrigues da Silva
  • Lucas Ferreira da Silva
  • Maria Rita Pereira Ribeiro
  • Maria Raissa Oliveira Coelho
  • Milena Carvalho Lopes
  • Maria da Conceição Aquino de Sá

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p1239-1277

Palavras-chave:

hipertensão arterial, anti-hipertensivos, atenção primária à saúde, tratamento farmacológico, controle da pressão arterial.

Resumo

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) constitui um dos principais problemas de saúde pública, devido à sua elevada prevalência e associação com doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Na Atenção Primária à Saúde (APS), o uso de anti-hipertensivos representa uma das principais estratégias para o controle pressórico e prevenção de complicações. Este estudo teve como objetivo analisar como o tratamento farmacológico contribui para o controle da pressão arterial em pacientes hipertensos acompanhados na APS, considerando fatores relacionados à adesão terapêutica, acesso aos medicamentos e organização dos serviços de saúde. Trata-se de uma revisão de escopo conduzida conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute e do PRISMA-ScR. A pesquisa foi estruturada pela estratégia PCC, envolvendo adultos com hipertensão arterial sistêmica, o uso racional de medicamentos anti-hipertensivos e o contexto da atenção primária. Foram realizadas buscas nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO, Google Scholar e Biblioteca Virtual em Saúde, além de literatura cinzenta e documentos institucionais. Após o processo de triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade, 36 estudos foram incluídos na revisão. Os resultados evidenciaram que o tratamento farmacológico contribui significativamente para a redução dos níveis pressóricos e prevenção de lesões em órgãos-alvo, especialmente quando associado ao acompanhamento contínuo e multiprofissional. Entretanto, foram identificados desafios importantes relacionados à adesão ao tratamento, disponibilidade de medicamentos, polifarmácia, baixo letramento em saúde e dificuldades de acesso aos serviços. Estratégias como educação em saúde, acompanhamento farmacoterapêutico, atuação de enfermeiros, farmacêuticos e agentes comunitários de saúde demonstraram impacto positivo no controle da HAS. Conclui-se que o uso de anti-hipertensivos desempenha papel essencial no manejo da hipertensão arterial na APS, sendo necessário fortalecer ações que promovam adesão, acesso aos medicamentos e qualificação do cuidado integral aos pacientes hipertensos.

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Publicado

2026-10-15

Como Citar

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