TEMPO DE CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA E VENTILAÇÃO MECÂNICA PROLONGADA APÓS CIRURGIA CARDÍACA EM ADULTOS: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p777-796Palavras-chave:
Circulação Extracorpórea, Extubação, Desmame do Respirador, Unidades de Terapia Intensiva, Ultrassonografia, Inteligência Artificial., Desmame da Ventilação Mecânica, Cardiologia Procedimentos Cirúrgicos CardiovascularesResumo
Introdução: A circulação extracorpórea (CEC) desencadeia resposta inflamatória sistêmica e disfunção pulmonar, e sua duração tem sido associada à ventilação mecânica (VM) prolongada após cirurgia cardíaca. As revisões disponíveis são anteriores a 2024, restritas a bases internacionais ou pouco exploram a extubação precoce. Objetivo: Analisar a associação entre o tempo de CEC e a VM prolongada, bem como sua relação com estratégias de extubação precoce, em adultos submetidos à cirurgia cardíaca. Metodologia: Revisão integrativa conduzida segundo as seis etapas de Mendes, Silveira e Galvão, com busca em PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO, Scopus, Web of Science e Embase, incluindo estudos publicados entre 2019 e 2026. O risco de viés foi avaliado com os checklists do Joanna Briggs Institute (JBI) específicos para cada delineamento. Resultados: Dez estudos observacionais, conduzidos em oito países, totalizaram 8.356 pacientes. Oito apresentaram baixo risco de viés e dois, risco moderado. Em cinco estudos, o tempo de CEC permaneceu independentemente associado à VM prolongada após ajuste multivariado; em três, a associação não se manteve no modelo ajustado; e dois avaliaram a extubação precoce, sem permitir conclusões sobre o papel da CEC. A definição de VM prolongada variou entre mais de 24, 48 e 72 horas, e um estudo observou relação não linear, com aumento progressivo do risco a partir de aproximadamente 120 minutos de CEC. Conclusão: Nos estudos observacionais identificados, o maior tempo de CEC esteve associado a maior risco de VM prolongada, com efeito modesto por minuto e entrelaçado a sangramento, instabilidade hemodinâmica e complicações pós-operatórias. A evidência sobre extubação precoce é escassa, e a padronização das definições e estudos prospectivos são necessários.
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