Exame Clínico Objetivo e Estruturado (OSCE) como avaliação de habilidades na graduação em Enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p820-830Palavras-chave:
Enfermagem, Educação em Enfermagem, Avaliação Educacional, Capacitação de Recursos Humanos em Saúde, Segurança do PacienteResumo
A avaliação prática de competências na formação em Enfermagem requer métodos estruturados que superem a subjetividade tradicional e garantam a segurança do paciente. O presente estudo objetivou descrever e analisar a experiência de acadêmicos de Enfermagem na vivência do Exame Clínico Objetivo e Estruturado (OSCE), discutindo as suas contribuições para o raciocínio clínico, a gestão do estresse e a promoção da segurança assistencial. Trata-se de um relato de experiência pedagógica, de abordagem qualitativa e descritiva, realizado no primeiro semestre de 2025 em um Laboratório de Habilidades e Simulação Clínica em Caruaru-PE, no âmbito da disciplina de Enfermagem em Unidade de Cuidados Intensivos e Bloco Operatório. O circuito organizou-se em quatro fases: planejamento, briefing inicial, rotação por três estações práticas (montagem da mesa de Mayo, aspiração traqueal e sondagem vesical de demora) e debriefing pós-exame. Os resultados demonstraram que, apesar da pressão do cronômetro e a observação docente gerarem ansiedade inicial, a alta fidelidade dos cenários e os checklists objetivos asseguraram uma avaliação imparcial. A inclusão do debriefing imediato constituiu o elemento determinante para converter a avaliação sumativa em aprendizagem formativa e reflexiva, permitindo a correção de falhas técnicas assépticas sem riscos reais para os doentes. Conclui-se que o OSCE se afirma como uma estratégia eficaz para a consolidação de competências práticas e o reforço da autoconfiança discente antes da integração nos estágios hospitalares.
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