Internações por neoplasia maligna do cólon no Brasil: predomínio da urgência e desigualdades regionais no SUS (2021-2025)

Autores

  • Maria Augusta de Jesus Nunes Hospital Naval Marcílio Dias

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p15-32

Palavras-chave:

Neoplasias do cólon, Hospitalização, Epidemiologia, Sistema Único de Saúde, Cirurgia geral

Resumo

Introdução: A neoplasia maligna do cólon é uma das principais causas de adoecimento e morte por câncer no mundo e no Brasil, e representa demanda crescente para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a cirurgia geral, tanto no cenário eletivo quanto na urgência. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das internações por neoplasia maligna do cólon no SUS, no Brasil, entre 2021 e 2025. Metodologia: Estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), obtidos pelo TabNet/DATASUS. Foram incluídas as internações com diagnóstico principal de neoplasia maligna do cólon (CID-10 C18), de caráter eletivo ou de urgência, em pacientes com 20 anos ou mais. Foram analisadas as variáveis região, sexo, faixa etária, cor/raça e caráter de atendimento, por meio de frequências absolutas e relativas. Resultados e Discussão: Foram registradas 319.793 internações. As regiões Sudeste (44,4%) e Sul (34,0%) concentraram 78,4% dos casos, e a região Sul teve participação superior à sua proporção populacional, o que pode refletir envelhecimento populacional, fatores socioeconômicos e concentração dos serviços oncológicos. As regiões Norte (2,0%) e Nordeste (13,3%) apresentaram menor participação, possivelmente associada a barreiras de acesso e subdiagnóstico. A distribuição entre os sexos foi equilibrada (50,1% feminino). Predominaram pacientes com 50 anos ou mais (82,5%), com pico entre 60 e 69 anos (31,5%), e 17,5% das internações ocorreram antes dos 50 anos. A cor/raça branca predominou (56,7%). As internações de urgência corresponderam a 56,0% do total, o que sugere diagnóstico tardio e elevada demanda por atendimento hospitalar não programado, situação associada a maior morbimortalidade. Conclusão: As internações por neoplasia maligna do cólon no SUS concentraram-se nas regiões Sul e Sudeste, em pacientes a partir dos 50 anos, e ocorreram predominantemente em caráter de urgência. Esses achados reforçam a necessidade de ampliar o rastreamento e o diagnóstico precoce, reduzir as desigualdades regionais e preparar o cirurgião geral para o manejo eletivo e das complicações agudas da doença.

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Publicado

2026-10-01

Como Citar

Nunes, M. A. de J. (2026). Internações por neoplasia maligna do cólon no Brasil: predomínio da urgência e desigualdades regionais no SUS (2021-2025). Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(10), 15–32. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p15-32