Avanços e Desafios nos Materiais de Fixação Interna para Tratamento Cirúrgico de Fraturas Mandibulares: Revisão de Literatura
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1705-1720Palavras-chave:
Fraturas Mandibulares; Fixação Interna de Fraturas; Polímeros Bioabsorvíveis.Resumo
As fraturas mandibulares representam uma importante parcela dos traumas craniomaxilofaciais, exigindo fixação precisa para o adequado restabelecimento oclusal e funcional. A Redução Aberta e Fixação Interna (ORIF) com placas e parafusos de titânio permanece como o padrão-ouro biomecânico, embora a retenção permanente do metal possa causar complicações como blindagem contra estresse (stress shielding), artefatos em exames de imagem e necessidade de reintervenção para remoção do material. Em contrapartida, os polímeros bioabsorvíveis surgem como uma alternativa promissora ao se degradarem hidroliticamente, transferindo carga gradativamente ao osso e eliminando novos procedimentos cirúrgicos. O objetivo deste estudo foi investigar os avanços, a estabilidade biomecânica, a biocompatibilidade e as limitações dos sistemas de fixação em titânio versus polímeros bioabsorvíveis no tratamento das fraturas mandibulares. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science e BVS/LILACS, além do suporte de literatura biomecânica clássica. Os resultados apontam que ambos os sistemas apresentam taxas de consolidação óssea elevadas, superiores a 95%, em fraturas simples e sem desvio. O titânio demonstra marcante superioridade mecânica em áreas de alto estresse mastigatório, como o ângulo e o corpo mandibular, além de demandar menor volume de implante. Já os materiais reabsorvíveis destacam-se na traumatologia pediátrica e em fraturas não deslocadas, embora exijam maior tempo transoperatório e apresentem menor resistência à flexão e torção. Conclui-se que não existe um material isoladamente superior, mas sim indicações clínicas precisas: o titânio permanece insubstituível em fraturas de alta demanda biomecânica no adulto, enquanto os polímeros bioabsorvíveis firmam-se como escolha ideal em pacientes em crescimento e em fraturas simples.
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