FORMAS DE APRESENTAÇÃO DO ÂNGULO MANDIBULAR EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p362-373Palavras-chave:
Anatomia. Antropologia Forense. Variação. Ângulo mandibular.Resumo
Uma das estruturas mais importantes na mandíbula é o seu ângulo, que tem características específicas da população, sendo, portanto, imperativo para o campo da Antropologia Forense. Uma das variações do ângulo mandibular está relacionada as formas de apresentação do processo angular, que pode ir deste a sua ausência até formas bem acentuadas, inclusive com presença de incisuras. O objetivo do estudo foi verificar a prevalência das formas de apresentação do ângulo mandibular e presença do processo angular em uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil e sua relação com o dimorfismo sexual. Para o nosso estudo foram utilizadas 200 mandíbulas secas de adultos, sendo 70 do sexo feminino e 130 do sexo masculino, todas com idade acima de vinte anos. Para este estudo utilizamos os ramos mandibulares do lado direito, pois na maioria dos casos este acidente anatômico apresenta simetria com relação ao lado direito e esquerdo. Todas as mandíbulas pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Para a coleta dos dados, elaboramos uma classificação em cinco tipos: Tipo 1, ausência de processo angular e incisuras, tornando a região goníaca arredondada; Tipo 2, semelhante ao Tipo 1, porém o ângulo mandibular se aproxima de 90 graus; Tipo 3, processo angular deslocado para trás com presença de incisura superior a ele; Tipo 4, processo angular deslocado para baixo com incisura presente anteriormente a ele e Tipo 5, processo angular deslocado para trás e para baixo com presença de incisura superior e anterior a ele. De acordo com a amostra total (n=200) verificamos os seguintes resultados: o Tipo 1 foi observado em 20% dos casos, o Tipo 2 em 33,5%, o Tipo 3 em 2,5%, o Tipo 4 em 22% e o Tipo 5 também em 22% dos casos analisados. Com relação ao sexo masculino (n=130) o Tipo 1 foi verificado em 15,4% dos casos, o Tipo 2 em 37,7%, o Tipo 3 em 3,1%, o Tipo 4 em 19,2% e o Tipo 5 em 24,6% dos casos analisados. Já no sexo feminino (n=70) o Tipo 1 representou 28,6% dos casos, o Tipo 2 25,7%, o Tipo 3 1,4%, o Tipo 4 27,1% e o Tipo 5 17,2%. Verificamos em nosso estudo que o ângulo mandibular variou com relação ao sexo no que diz respeito ao seu tamanho, sendo maior no sexo feminino do que no masculino. Houve variação também quanto a presença do processo angular e a posição das suas incisuras, sendo vistas acima, anteriormente ou acima e anteriormente ao mesmo tempo em uma única mandíbula.
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