Exossomos na dermatologia estética: aplicações no rejuvenescimento e regeneração cutânea
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1950-1964Palavras-chave:
Exossomos; Rejuvenescimento cutâneo; Regeneração da pele.Resumo
O envelhecimento cutâneo constitui um processo multifatorial caracterizado por alterações estruturais e funcionais da pele, incluindo redução da produção de colágeno e elastina, alterações na hidratação, perda de elasticidade e comprometimento da capacidade de regeneração tecidual. Nesse contexto, os exossomos têm despertado crescente interesse na dermatologia estética devido ao seu potencial de atuar na comunicação intercelular e estimular mecanismos relacionados à regeneração e reparação da pele. O presente estudo teve como objetivo revisar a literatura recente acerca das principais aplicações dos exossomos na dermatologia estética, com ênfase em seu potencial para o rejuvenescimento e a regeneração cutânea, bem como nos mecanismos de ação, formas de aplicação, resultados clínicos e limitações. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura em bases de dados científicas, incluindo PubMed, Scopus, Embase e Web of Science, abrangendo publicações entre 2021 e 2026. Os resultados demonstram que os exossomos apresentam componentes bioativos, incluindo proteínas, lipídios, fatores de crescimento e diferentes tipos de RNA, capazes de participar da modulação de processos celulares relacionados à proliferação, migração e diferenciação celular, síntese de matriz extracelular, angiogênese e controle de processos inflamatórios. Estudos recentes apontam resultados promissores na melhora da textura, hidratação, elasticidade e aparência geral da pele, além de potenciais benefícios na cicatrização e regeneração tecidual, especialmente quando associados a procedimentos dermatológicos como microagulhamento, laser e outras técnicas de indução de reparo cutâneo. Entretanto, observa-se importante heterogeneidade entre os estudos quanto à origem dos exossomos, métodos de isolamento e caracterização, concentração, vias de aplicação e protocolos terapêuticos, dificultando a padronização dos tratamentos e a comparação dos resultados. Questões relacionadas à segurança, estabilidade, controle de qualidade e regulamentação também permanecem como desafios para sua ampla utilização clínica. Conclui-se que os exossomos representam uma abordagem promissora na dermatologia estética, apresentando potencial para o rejuvenescimento e a regeneração cutânea por meio da modulação de diferentes mecanismos celulares. Apesar dos resultados iniciais favoráveis, são necessários estudos clínicos mais robustos e padronizados, com acompanhamento em longo prazo, para estabelecer sua eficácia, segurança, protocolos de aplicação e real potencial terapêutico na prática dermatológica.
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