Enxerto de gordura enriquecido com células regenerativas na cirurgia plástica reconstrutiva

Autores

  • Leonardo Neves de Oliveira São Leopoldo Mandic Campinas (SLM)
  • Gabriel da Cruz D'Angelo São Leopoldo Mandic Campinas (SLM)
  • Isabelle Caldas Carneiro São Leopoldo Mandic Campinas (SLM)
  • Maria Eduarda Azevedo Schmidt Zefer Faculdade São Leopoldo Mandic (SLM)
  • Amanda Comandolli Caldato São Leopoldo Mandic Campinas (SLM)
  • Fernanda Leme Santos Faculdade São Leopoldo Mandic- Campinas (SLM)
  • Giovana Fukuya Hara Faculdade São Leopoldo Mandic- Campinas (SLM)
  • Ana Carolina Gonçalves Molino Universidade de Vila Velha (UVV)
  • José Eliton de Figueredo Netto Faculdade São Leopoldo Mandic - Campinas (SLM)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1933-1949

Palavras-chave:

Enxerto de gordura; Células-tronco derivadas do tecido adiposo; Fração vascular estromal; Cirurgia plástica reconstrutiva; Reconstrução mamária.

Resumo

A cirurgia plástica reconstrutiva busca restaurar volume, contorno e qualidade dos tecidos após ressecções tumorais, traumas, deformidades congênitas e outras condições que comprometem a estrutura corporal. Nesse contexto, o enxerto de gordura autóloga constitui uma alternativa relevante por utilizar tecido do próprio paciente, apresentar biocompatibilidade e permitir reconstrução com características naturais. Entretanto, a reabsorção imprevisível do enxerto, a necrose adipocitária e a dificuldade de revascularização constituem limitações importantes para a manutenção do resultado. O enriquecimento da gordura com células regenerativas, especialmente células-tronco/estromais derivadas do tecido adiposo e fração vascular estromal, tem sido investigado como estratégia para melhorar a sobrevivência e a integração do tecido transferido. O presente estudo teve como objetivo revisar as evidências recentes sobre o emprego de enxertos de gordura enriquecidos com células regenerativas na cirurgia plástica reconstrutiva, com ênfase nos mecanismos biológicos, retenção volumétrica, regeneração tecidual, aplicações na reconstrução mamária, utilização em tecidos irradiados e segurança oncológica. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, considerando publicações científicas entre 2021 e 2026 e estudos selecionados conforme sua relevância para o tema. As evidências analisadas demonstram que as células derivadas do tecido adiposo apresentam propriedades pró-angiogênicas, imunomoduladoras e parácrinas capazes de favorecer a integração do enxerto e a regeneração dos tecidos. Estudos clínicos e meta-análises recentes demonstram resultados favoráveis para retenção volumétrica em determinadas circunstâncias, embora os resultados variem conforme o local receptor, método de obtenção das células, volume transferido e técnica de processamento. Na reconstrução mamária após câncer, os dados disponíveis não demonstram aumento significativo da recorrência tumoral, porém o acompanhamento prolongado permanece necessário. Conclui-se que o enxerto de gordura enriquecido com células regenerativas apresenta potencial relevante na cirurgia reconstrutiva, mas sua aplicação deve considerar as características do leito receptor, a qualidade do enxerto, a disponibilidade de tecido adiposo, os custos e a ausência de padronização universal dos protocolos.

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Referências

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Publicado

2026-09-29

Como Citar

Neves de Oliveira , L., da Cruz D’Angelo , G., Caldas Carneiro , I., Azevedo Schmidt Zefer, M. E., Comandolli Caldato, A., Leme Santos , F., Fukuya Hara, G., Gonçalves Molino , A. C., & de Figueredo Netto, J. E. (2026). Enxerto de gordura enriquecido com células regenerativas na cirurgia plástica reconstrutiva. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 1933–1949. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1933-1949