MANEJO DA BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA EM PEDIATRIA: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Autores

  • Luíza Fricks Cabellino Multivix
  • Hendyel Keyth Bonfim de Sá
  • Vitor de Souza Ferreira Hillesheim
  • Leonardo Francisco de Castro Sismeiro
  • Lorena Maria do Nascimento Bezerra
  • Ana Isabela Peres Nonato Ferreira

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1329-1351

Palavras-chave:

Bronquiolite; Vírus sincicial respiratório; Pediatria; Lactentes; Oxigenoterapia; Cuidados de suporte.

Resumo

A bronquiolite viral aguda constitui uma das principais infecções respiratórias do lactente e importante causa de atendimento em serviços de emergência e hospitalização pediátrica, especialmente durante os primeiros meses de vida. O vírus sincicial respiratório representa o principal agente etiológico, embora outros vírus respiratórios também possam produzir manifestações semelhantes. O manejo permanece predominantemente de suporte, uma vez que não existe tratamento farmacológico específico capaz de modificar de forma consistente a evolução clínica da maioria dos pacientes. O objetivo desta revisão foi analisar as principais evidências disponíveis sobre o diagnóstico, avaliação da gravidade e manejo terapêutico da bronquiolite viral aguda em pediatria, com ênfase nas estratégias de suporte respiratório, hidratação e nas evidências relacionadas ao uso de medicamentos e intervenções complementares. Foi realizada revisão narrativa da literatura mediante busca nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS e Cochrane Library, complementada pela consulta a diretrizes e documentos técnicos de sociedades pediátricas e órgãos de saúde. Foram priorizados estudos publicados nos últimos cinco anos, sem exclusão de trabalhos clássicos e diretrizes fundamentais para a compreensão da doença. A literatura demonstra que o diagnóstico é predominantemente clínico e que exames laboratoriais e radiológicos não devem ser utilizados rotineiramente. O tratamento baseia-se na manutenção da oxigenação, hidratação adequada, manejo das secreções e monitorização clínica, com indicação de suporte respiratório escalonado nos casos de maior gravidade. Broncodilatadores, corticosteroides, antibióticos e outras terapias farmacológicas não apresentam benefício consistente para a bronquiolite não complicada. A cânula nasal de alto fluxo apresenta papel crescente nos casos que necessitam de suporte respiratório, embora sua posição em relação a modalidades de pressão positiva ainda seja objeto de investigação. Conclui-se que o manejo adequado depende principalmente da avaliação clínica individualizada, da identificação precoce dos sinais de gravidade e da utilização criteriosa de medidas de suporte, evitando intervenções de baixo benefício ou potencialmente desnecessárias.

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Publicado

2026-09-22

Como Citar

Cabellino, L. F., Keyth Bonfim de Sá, H., de Souza Ferreira Hillesheim, V., Francisco de Castro Sismeiro, L., Maria do Nascimento Bezerra , L., & Peres Nonato Ferreira, A. I. (2026). MANEJO DA BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA EM PEDIATRIA: UMA REVISÃO DA LITERATURA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 1329–1351. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1329-1351