Finerenona na Hipertensão Arterial Sistêmica: Mecanismos de Ação, Evidências Científicas e Aplicações Clínicas

Autores

  • Sarah Clavijo da Costa Carvalho Centro Universitário do Norte
  • Luiz Felipe Piva Franceschi Universidade de Ribeirão Preto
  • Ana Luiza Braga Souza Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata
  • Leonardo Borgato Della Vecchia Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata
  • Isadora Bechara Rossi Cadelca Faculdade São Leopoldo Mandic
  • Valentina Pena Tourinho Faculdade São Leopoldo Mandic
  • Pedro Henrique Tolotti Furlin Universidade Atitus
  • Livian Nunes Vieira Universidade Brasil
  • Igor Silva Miranda Universidade José do Rosário Velano
  • Augusto Sampaio Gonçalves Porto Faculdade Pernambucana de Saúde
  • Carolina de Carvalho Moury Fernandes Faculdade Pernambucana de Saúde
  • Marcos Vinícios Portela Bezerra Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos
  • Bruno Silva Paula Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Landoaldo Marques de Sousa Júnior Universidad Nacional Ecológica

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1234-1250

Palavras-chave:

Finerenona; Hipertensão Arterial Sistêmica; Receptor Mineralocorticoide; Doença Renal Crônica; Diabetes Mellitus Tipo 2; Proteção Cardiovascular

Resumo

Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) constitui importante fator de risco para eventos cardiovasculares e progressão da doença renal. A ativação excessiva do receptor mineralocorticoide participa da retenção de sódio, expansão volêmica, inflamação e remodelamento cardiovascular. A finerenona é um antagonista não esteroidal e seletivo desse receptor, com propriedades cardiorrenais que despertaram interesse em pacientes com HAS, especialmente quando associada ao diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e à doença renal crônica (DRC). Objetivo: Analisar os mecanismos de ação, as principais evidências científicas e as possíveis aplicações clínicas da finerenona no contexto da HAS. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), priorizando ensaios clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes publicadas por sociedades médicas reconhecidas. Foram considerados estudos sobre finerenona, antagonismo do receptor mineralocorticoide, pressão arterial, DM2, DRC e desfechos cardiovasculares e renais. Discussão/Resultados: A finerenona bloqueia seletivamente o receptor mineralocorticoide, reduzindo a expressão de mediadores relacionados à inflamação e fibrose, sem apresentar atividade hormonal relevante sobre receptores androgênicos ou progesterônicos. Nos estudos FIDELIO-DKD e FIGARO-DKD, realizados principalmente em indivíduos com DM2 e DRC, o medicamento demonstrou benefícios cardiovasculares e renais, enquanto a redução da pressão arterial foi considerada modesta. A análise de monitorização ambulatorial da pressão arterial do estudo ARTS-DN identificou redução da pressão sistólica, incluindo períodos diurno e noturno, porém a evidência não sustenta seu uso como anti-hipertensivo de primeira linha. O principal cuidado clínico envolve a hipercalemia, tornando necessária a avaliação periódica do potássio sérico e da função renal. Conclusão: A finerenona representa importante avanço no bloqueio seletivo do receptor mineralocorticoide, sobretudo pela proteção cardiorrenal demonstrada em pacientes com DM2 e DRC. Entretanto, sua ação sobre a pressão arterial é secundária, e ainda são necessários estudos específicos para estabelecer seu papel como estratégia terapêutica direcionada à HAS.

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

Clavijo da Costa Carvalho, S., Piva Franceschi, L. F., Braga Souza, A. L., Borgato Della Vecchia, L., Bechara Rossi Cadelca, I., Pena Tourinho, V., Tolotti Furlin, P. H., Nunes Vieira, L., Silva Miranda, I., Sampaio Gonçalves Porto, A., de Carvalho Moury Fernandes, C., Portela Bezerra, M. V., Silva Paula, B., & Marques de Sousa Júnior, L. (2026). Finerenona na Hipertensão Arterial Sistêmica: Mecanismos de Ação, Evidências Científicas e Aplicações Clínicas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 1234–1250. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1234-1250