Ansiedade odontológica em pacientes pediátricos: fatores associados e estratégias de manejo clínico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p974-989

Palavras-chave:

Ansiedade odontológica, Odontopediatria, Criança, Manejo comportamental, Sedação

Resumo

A ansiedade odontológica em pacientes pediátricos representa um dos principais desafios enfrentados na prática clínica da Odontopediatria, podendo comprometer a cooperação da criança, dificultar a realização dos procedimentos e interferir na continuidade do tratamento odontológico. Essa condição apresenta origem multifatorial, envolvendo aspectos psicológicos, familiares, sociais, ambientais e relacionados às experiências prévias do paciente. Analisar as evidências científicas publicadas entre 2020 e 2025 acerca dos principais fatores associados ao desenvolvimento da ansiedade odontológica em pacientes pediátricos, bem como discutir as estratégias de manejo comportamental e farmacológico utilizadas na Odontopediatria. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura por meio de buscas nas bases de dados PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Foram utilizados descritores em português e inglês relacionados à ansiedade odontológica infantil, Odontopediatria, manejo comportamental, sedação consciente e anestesia geral, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos científicos, revisões sistemáticas, ensaios clínicos, diretrizes e documentos técnicos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis integralmente em português ou inglês. A literatura analisada evidenciou que a ansiedade odontológica infantil possui caráter multifatorial, sendo influenciada principalmente por experiências odontológicas negativas, percepção da dor, ansiedade dos responsáveis, comunicação inadequada e características individuais da criança. As técnicas de manejo comportamental, como dizer-mostrar-fazer, reforço positivo, distração, modelagem e dessensibilização gradual, demonstraram papel fundamental na redução da ansiedade e no aumento da cooperação infantil. Nos casos em que essas estratégias não apresentam resultados satisfatórios, métodos farmacológicos, como sedação consciente com óxido nitroso, sedação medicamentosa e anestesia geral, podem ser utilizados de maneira criteriosa e conforme protocolos de segurança. A ansiedade odontológica infantil exige uma abordagem individualizada, humanizada e baseada em evidências científicas. A integração entre técnicas comportamentais, participação familiar e utilização adequada de recursos farmacológicos, quando indicados, contribui para melhorar a experiência odontológica da criança, favorecer a adesão ao tratamento e promover uma assistência mais segura e eficiente.

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

Firmino, M. E. R., Barbosa, N. M. C., & de Mendonça, I. C. G. (2026). Ansiedade odontológica em pacientes pediátricos: fatores associados e estratégias de manejo clínico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 974–989. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p974-989