Novas Estratégias Farmacológicas para o Transtorno de Ansiedade Generalizada: Uma Revisão das Evidências dos Últimos 10 Anos
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p656-672Palavras-chave:
Transtorno de ansiedade generalizada; Farmacoterapia; Antidepressivos; Pregabalina; Novas terapias; PsiquiatriaResumo
Introdução: O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é uma condição psiquiátrica caracterizada por preocupação excessiva e persistente, frequentemente acompanhada de inquietação, tensão muscular, irritabilidade, fadiga e alterações do sono. Sua evolução pode comprometer significativamente o funcionamento social, acadêmico e profissional. Embora antidepressivos serotoninérgicos e serotoninérgico-noradrenérgicos permaneçam entre as principais opções terapêuticas, limitações relacionadas à resposta incompleta, efeitos adversos e recaídas estimulam a investigação de novas estratégias farmacológicas. Objetivo: Revisar as principais estratégias farmacológicas estudadas para o tratamento do TAG na última década, destacando eficácia, segurança e perspectivas de aplicação clínica. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram analisados artigos originais, revisões sistemáticas, metanálises e recomendações de sociedades médicas reconhecidas em psiquiatria, priorizando publicações dos últimos dez anos relacionadas a novas intervenções farmacológicas para TAG. Discussão/Resultados: Nos últimos anos, a pesquisa farmacológica ampliou o interesse por mecanismos além da modulação serotoninérgica convencional. A pregabalina permanece uma alternativa relevante, sobretudo quando há resposta insuficiente ou intolerância aos antidepressivos, embora tontura e sonolência possam limitar sua utilização. Novas formulações e estratégias envolvendo moduladores dos sistemas glutamatérgico e GABAérgico também vêm sendo investigadas. Entre os agentes estudados, o zuranolone e outros moduladores neuroesteroidais despertaram interesse por seu potencial de ação sobre circuitos relacionados à ansiedade, embora sua utilização especificamente no TAG ainda necessite de evidências mais robustas. Antipsicóticos atípicos em baixas doses podem ser considerados em situações selecionadas e refratárias, mas o risco de efeitos metabólicos e extrapiramidais restringe seu emprego rotineiro. Dessa forma, a tendência atual é buscar tratamentos mais direcionados, com melhor tolerabilidade e menor risco de dependência, especialmente para pacientes que não respondem adequadamente às terapias de primeira linha. Conclusão: As pesquisas recentes ampliaram as perspectivas farmacológicas para o TAG, porém muitas estratégias ainda permanecem em investigação. A escolha terapêutica deve considerar gravidade, comorbidades, resposta prévia e perfil de segurança, mantendo os tratamentos consolidados como referência clínica.
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