FORMAS DE APRESENTAÇÃO DA ABERTURA PIRIFORME EM CRÂNIOS SECOS DE ADULTOS E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p628-635Palavras-chave:
Anatomia. Variação. Abertura piriforme. Crânios secos.Resumo
A abertura piriforme compreende a área central da estrutura óssea facial, sendo a mais anterior que conduz à cavidade nasal. Seus limites incluem os ossos nasais superiormente e os processos frontais das maxilas lateralmente. A forma da abertura piriforme é um dos indicadores clássicos de dimorfismo sexual com um forte comportamento específico da população. O objetivo deste estudo é verificar as formas de apresentação da abertura piriforme em crânios secos de adultos e sua relação com o dimorfismo sexual. Foram utilizados para este estudo, 200 crânios secos de adultos, sendo 79 do sexo feminino e 121 do sexo masculino, todos com idade acima de vinte anos. Todos estes crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Os dados foram colhidos por dois pesquisadores devidamente calibrados com o tema. As formas foram classificadas em quatro tipos: Tipo 1, em forma de pera; Tipo 2, em forma de coração invertido; Tipo 3, forma oval e Tipo 4 circular. De acordo com a amostra total (n=200), verificou-se os seguintes resultados: o Tipo 1 foi encontrado em 40,5% dos casos, seguido do Tipo 2 com 27%, Tipo 3 com 24% e Tipo 4 com apenas 8,5%. Com relação ao sexo masculino (n=121), o Tipo 1 foi encontrado em 43,81% dos crânios, o Tipo 2 em 24,79%, o Tipo 3 em 27,27% e o Tipo 4 em 4,13%. Já com relação ao sexo feminino (n=79), o Tipo 1 foi verificado em 35,44% dos casos, o Tipo 2 em 30,38%, o Tipo 3 em 18,99% e o Tipo 4 em 15,19%. As formas de apresentação da abertura piriforme observadas neste estudo foram semelhantes as citadas na literatura, ou seja, em forma de pera, a mais frequente, em forma de coração invertido, oval e circular. Com relação ao dimorfismo sexual, a forma de pera foi a mais frequente tanto no sexo masculino como no sexo feminino, com resultados próximos. Em ambos os sexos a forma circular foi menos frequente.
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