PREVALÊNCIA DA OSSIFICAÇÃO DO LIGAMENTO PTERIGOESPINHOSO EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p809-818Palavras-chave:
Anatomia. Variação. Ligamento pterigoespinhoso. Crânios secos.Resumo
Os processos pterigoides são duas eminências prismáticas irregulares que saem da face inferior do corpo e da asa maior do osso esfenoide. Na lâmina lateral, encontra-se o processo pterigoespinhoso, onde se fixa o ligamento pterigoespinhoso se estendendo até a espinha do esfenoide. Este ligamento as vezes pode se apresentar ossificado total ou parcialmente, quando a ossificação é total origina o forame pterigoespinhoso. O objetivo deste estudo foi verificar a prevalência da ossificação do ligamento pterigoespinhoso em crânios secos de adultos e sua relação com o sexo. Para o nosso estudo foram utilizados 120 crânios secos de adultos, sendo 44 do sexo feminino e 76 do sexo masculino, todos com idade acima de vinte anos. Todos os crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Os dados foram colhidos por dois pesquisadores devidamente calibrados com o tema. Como critério de inclusão foi utilizado crânios com as estruturas em estudo conservadas e sem patologias aparente. Para este estudo, elaboramos uma classificação com relação a ossificação deste ligamento em quatro tipos: Tipo 1, ausência de ossificação; Tipo 2, ossificação completa bilateral; Tipo 3, ossificação completa unilateral direita e Tipo 4, ossificação completa unilateral esquerda. Com relação a amostra total (n=120), o Tipo 1 foi verificado em 80% dos casos, o Tipo 2 em 5,83%, o Tipo 3 em 5% e o Tipo 4 em 9,17%. Nos crânios do sexo masculino (n=76) foi verificado o Tipo 1 em 76,32% dos casos, o Tipo 2 em 9,21%, o Tipo 3 em 5,26% e o Tipo 4 em 9,21%. Já em crânios do sexo feminino (n=44) o Tipo 1 foi visto em 86,36%, o Tipo 2 não apresentou nenhum caso, o Tipo 3 apareceu em 4,54% e o Tipo 4 em 9,1%. Estes resultados são importantes para profissionais da área, tanto no aspecto clínico, antropológico e anatômico. A maioria dos crânios (80%) não apresentaram a ossificação do ligamento pterigoespinhoso, enquanto 20% deles apresentaram esta variação, tanto bilateral como unilateral. Não foi verificado neste estudo ossificação parcial. Com relação ao dimorfismo sexual, os resultados foram próximos, exceto o Tipo 2 que não foi verificado no sexo feminino.
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