ATUAÇÃO MULTIPROFISSIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Á SAÚDE PARA PREVENÇÃO E MENEJO DAS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVIES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p428-460Palavras-chave:
Doenças Crônicas Não Transmissíveis; Atenção Primária à Saúde; Equipe Multiprofissional; Promoção da Saúde; Prevenção de Doenças.Resumo
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) constituem um importante problema de saúde pública, devido à elevada prevalência, ao impacto na qualidade de vida e à mortalidade associada a condições como hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e câncer. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) apresenta papel fundamental na prevenção, no diagnóstico precoce, no acompanhamento e no manejo contínuo dessas condições. O presente estudo teve como objetivo analisar a atuação multiprofissional na Atenção Primária à Saúde para a prevenção e o manejo das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada mediante busca de publicações científicas disponíveis em bases de dados da área da saúde, considerando estudos publicados entre 2020 e 2025. Foram utilizados descritores relacionados às DCNT, Atenção Primária à Saúde, equipe multiprofissional, prevenção e cuidados em saúde, combinados por operadores booleanos. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e a análise dos estudos encontrados, 16 publicações foram selecionadas para compor a revisão. Os resultados evidenciaram que a atuação integrada de diferentes profissionais favorece a integralidade do cuidado, o acompanhamento longitudinal, a adesão ao tratamento, a educação em saúde e a adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Observou-se ainda que estratégias como o trabalho interdisciplinar, o apoio matricial, o acompanhamento dos usuários e as ações de promoção e prevenção contribuem para a redução de complicações e internações relacionadas às DCNT. Conclui-se que a atuação multiprofissional constitui uma estratégia essencial para qualificar a assistência na APS, sendo necessário fortalecer a integração entre os profissionais, a educação permanente, a organização dos serviços e as ações direcionadas às necessidades específicas de cada território.
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