Hérnia Inguinal no Contexto Hospitalar Brasileiro: Evolução das Internações e Análise Regional entre 2021 e 2025
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p413-427Palavras-chave:
Hérnia inguinal, Hospitalização, Cirurgia Geral, Epidemiologia, Sistema Único de SaúdeResumo
Introdução: A hérnia inguinal constitui uma das afecções mais frequentes na prática da Cirurgia Geral e representa importante demanda para os serviços hospitalares, considerando a elevada frequência do tratamento cirúrgico e o risco de complicações. Objetivo: Analisar a evolução das internações por hérnia inguinal no Brasil e nas cinco macrorregiões entre 2021 e 2025, considerando números absolutos e taxas de internação por 100.000 habitantes. Metodologia: Estudo ecológico, retrospectivo, descritivo e quantitativo, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram incluídas internações de todas as faixas etárias, ambos os sexos e todas as categorias de cor/raça. As hospitalizações foram analisadas segundo ano de processamento e macrorregião, sendo calculadas taxas por 100.000 habitantes com base nas populações de referência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Resultados e Discussão: Entre 2021 e 2025, foram registradas 873.687 internações por hérnia inguinal no Brasil. O número anual aumentou de 90.565, em 2021, para 204.109, em 2025, correspondendo a crescimento de 125,4%, com maior valor em 2024 (213.920). O Sudeste concentrou o maior número de hospitalizações no período, com 344.320 (39,4%), seguido pelo Nordeste, com 243.948 (27,9%). A taxa nacional aumentou de 44,60 para 100,51 internações por 100.000 habitantes. Regionalmente, o Sul destacou-se nos anos mais recentes, alcançando a maior taxa em 2025 (120,91/100.000). Os resultados demonstraram crescimento das hospitalizações e heterogeneidade regional, embora não permitam estabelecer suas causas ou inferir tendência estatisticamente significativa. Conclusão: Houve aumento expressivo das internações por hérnia inguinal no Brasil entre 2021 e 2025, acompanhado de diferenças regionais relevantes. Os achados reforçam a importância epidemiológica e assistencial dessa condição para a Cirurgia Geral e podem contribuir para o dimensionamento da demanda e o planejamento dos serviços cirúrgicos.
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