Perfil epidemiológico da Meningite em Maringá entre 2014 e 2024.

Autores

  • Amanda Santin Acadêmica de Medicina, Universidade Cesumar (UniCesumar), Maringá – PR, Brasil.
  • Tarcísio Menezes Rodrigues Acadêmico de Medicina, Universidade Cesumar (UniCesumar), Maringá – PR, Brasil.
  • Marylya Dayany Morais Medeiros Dias Acadêmica de Medicina, Universidade Cesumar (UniCesumar), Maringá – PR, Brasil.
  • Ícaro da Costa Francisco Doutorando em Bioestatística na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
  • Udelysses Janete Veltrini Fonzar Docente no curso de medicina na Unicesumar em Maringá-PR.
  • Sandra Andréa Pierini Docente no curso de Medicina na Unicesumar em Maringá-PR

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p178-194

Palavras-chave:

vigilância epidemiológica, doenças transmissíveis, análise espacial

Resumo

A meningite consiste em um processo inflamatório das meninges, desencadeado por diversos agentes infecciosos, e configura uma importante questão de saúde pública no Brasil. Este estudo teve como finalidade avaliar o perfil epidemiológico das notificações de meningite no município de Maringá-PR, no período de 2014 a 2024. Trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva e retrospectiva, elaborada a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), acessados por meio do DATASUS. Foram examinados 3.050 registros, considerando sexo, faixa etária, distribuição ao longo do tempo, sazonalidade e localização espacial por bairro. As informações foram organizadas no Microsoft Excel e analisadas mediante os testes estatísticos de Wilcoxon, ANOVA e correlação de Spearman. Foi observado predomínio de acometimento do sexo masculino (58%; n=1.769). A faixa etária entre 0 e 10 anos reuniu 49,44% das ocorrências (n=1.508), sendo as crianças com menos de um ano o grupo de maior vulnerabilidade (n=256; 8,39% do total). O ano com maior incidência foi 2024 (n=777; 25,48%), enquanto os menores números foram registrados em 2020 e 2021, período concomitante à pandemia de COVID-19. Não se constatou variação sazonal estatisticamente significativa (ANOVA, p=0,8825), nem associação entre a temperatura média mensal e a quantidade de casos (Spearman, ρ=0,05). Em relação à distribuição espacial, o bairro Centro apresentou a maior concentração de notificações, com 13,25% dos casos, seguido pelo Jardim Alvorada (3,97%) e pela Zona 07 (2,95%). Os achados indicam que crianças do sexo masculino, menores de um ano e residentes nas áreas centrais de Maringá representam o principal grupo de risco para meningite no município, evidenciando a importância da vigilância epidemiológica contínua e do reforço das ações de imunização.



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Biografia do Autor

Amanda Santin, Acadêmica de Medicina, Universidade Cesumar (UniCesumar), Maringá – PR, Brasil.

Acadêmica de Medicina, Universidade Cesumar (UniCesumar), Maringá – PR, Brasil.

Tarcísio Menezes Rodrigues, Acadêmico de Medicina, Universidade Cesumar (UniCesumar), Maringá – PR, Brasil.

Acadêmico de Medicina na Unicesumar em Maringá-PR.

Marylya Dayany Morais Medeiros Dias, Acadêmica de Medicina, Universidade Cesumar (UniCesumar), Maringá – PR, Brasil.

Acadêmica de Medicina, Universidade Cesumar (UniCesumar), Maringá – PR, Brasil.

Ícaro da Costa Francisco, Doutorando em Bioestatística na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Doutorando em Bioestatística na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Udelysses Janete Veltrini Fonzar, Docente no curso de medicina na Unicesumar em Maringá-PR.

Docente no curso de medicina na Unicesumar em Maringá-PR.

Sandra Andréa Pierini, Docente no curso de Medicina na Unicesumar em Maringá-PR

Docente no curso de Medicina na Unicesumar em Maringá-PR

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Publicado

2026-09-03

Como Citar

Santin, A., Menezes Rodrigues, T., Morais Medeiros Dias, M. D., da Costa Francisco, Ícaro, Veltrini Fonzar, U. J., & Pierini, S. A. (2026). Perfil epidemiológico da Meningite em Maringá entre 2014 e 2024. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 178–194. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p178-194