Degeneração Macular Relacionada à Idade: Avanços no Diagnóstico, Tratamento e Perspectivas Terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p611-627Palavras-chave:
Degeneração macular relacionada à idade; Retina; Tomografia de coerência óptica; Anti-VEGF; Atrofia geográfica; OftalmologiaResumo
Introdução: A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma das principais causas de perda visual irreversível em pessoas idosas, afetando especialmente a região central da retina e comprometendo atividades como leitura e reconhecimento de faces. A doença apresenta formas não exsudativa e exsudativa, com mecanismos fisiopatológicos distintos e evolução variável. O envelhecimento, fatores genéticos, tabagismo e alterações vasculares estão entre os principais fatores associados. A evolução das técnicas de imagem e das terapias intravítreas modificou significativamente o diagnóstico e o tratamento, permitindo maior controle da progressão e melhores resultados visuais. Objetivo: Revisar os avanços recentes no diagnóstico, tratamento e perspectivas terapêuticas da DMRI. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram selecionados artigos científicos, revisões e recomendações de sociedades médicas reconhecidas, priorizando estudos sobre diagnóstico por imagem, terapias antiangiogênicas, suplementação e novas estratégias terapêuticas para DMRI. Discussão/Resultados: A avaliação clínica associada à tomografia de coerência óptica (OCT) e à angiografia permite caracterizar alterações maculares e identificar atividade neovascular. Na DMRI exsudativa, os agentes anti-VEGF permanecem como principal estratégia terapêutica, reduzindo o extravasamento vascular e contribuindo para preservar ou recuperar a acuidade visual. Novos esquemas de tratamento, incluindo regimes de maior intervalo entre aplicações, podem reduzir a carga terapêutica e favorecer a adesão. Na forma não exsudativa avançada, terapias direcionadas ao sistema complemento representam uma mudança relevante, especialmente para a atrofia geográfica, embora a seleção dos pacientes e o acompanhamento sejam fundamentais. Medidas preventivas incluem cessação do tabagismo, controle de fatores cardiovasculares e orientação nutricional. O desenvolvimento de terapias de ação prolongada, novas moléculas e estratégias de regeneração retiniana permanece como importante perspectiva. Conclusão: Os avanços no diagnóstico por imagem e nas terapias intravítreas transformaram o manejo da DMRI. A identificação precoce, o acompanhamento individualizado e a utilização adequada das terapias disponíveis são fundamentais para preservar a função visual. Novas estratégias farmacológicas e abordagens direcionadas à atrofia geográfica ampliam as perspectivas terapêuticas para os próximos anos.
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