Degeneração Macular Relacionada à Idade: Avanços no Diagnóstico, Tratamento e Perspectivas Terapêuticas

Autores

  • Fernando Gabriel Bertolini União das Faculdades dos Grandes Lagos
  • Maria Fernanda Burgel Stefani Atitus Educação
  • Lara Pereira de Souza Faculdade de Medicina de Catanduva
  • Júlia Silva Melo Faculdade de Medicina de Catanduva
  • Victor Fleck Santos Universidade Luterana do Brasil
  • Michele Miyuki Yamamoto Centro Universitário Ingá
  • Matheus Henrique Gutierris Vieira Centro Universitário Ingá
  • Giovanna Siqueira Bocchi Pontifícia Universidade Católica
  • Beatriz Moura Carneiro Lima Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Stephanie Graziela Trujillo Navia Universidad Mayor de San Simón
  • Julia Gonzatto Faculdade São Leopoldo Mandic
  • Gustavo Fleury Gomes Ferreira Universidade Evangélica de Goiás
  • Luana Bolfer da Silva Universidade do Oeste Paulista
  • Maria Clara Girotto dos Santos Universidade de Marília

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p611-627

Palavras-chave:

Degeneração macular relacionada à idade; Retina; Tomografia de coerência óptica; Anti-VEGF; Atrofia geográfica; Oftalmologia

Resumo

Introdução: A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma das principais causas de perda visual irreversível em pessoas idosas, afetando especialmente a região central da retina e comprometendo atividades como leitura e reconhecimento de faces. A doença apresenta formas não exsudativa e exsudativa, com mecanismos fisiopatológicos distintos e evolução variável. O envelhecimento, fatores genéticos, tabagismo e alterações vasculares estão entre os principais fatores associados. A evolução das técnicas de imagem e das terapias intravítreas modificou significativamente o diagnóstico e o tratamento, permitindo maior controle da progressão e melhores resultados visuais. Objetivo: Revisar os avanços recentes no diagnóstico, tratamento e perspectivas terapêuticas da DMRI. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram selecionados artigos científicos, revisões e recomendações de sociedades médicas reconhecidas, priorizando estudos sobre diagnóstico por imagem, terapias antiangiogênicas, suplementação e novas estratégias terapêuticas para DMRI. Discussão/Resultados: A avaliação clínica associada à tomografia de coerência óptica (OCT) e à angiografia permite caracterizar alterações maculares e identificar atividade neovascular. Na DMRI exsudativa, os agentes anti-VEGF permanecem como principal estratégia terapêutica, reduzindo o extravasamento vascular e contribuindo para preservar ou recuperar a acuidade visual. Novos esquemas de tratamento, incluindo regimes de maior intervalo entre aplicações, podem reduzir a carga terapêutica e favorecer a adesão. Na forma não exsudativa avançada, terapias direcionadas ao sistema complemento representam uma mudança relevante, especialmente para a atrofia geográfica, embora a seleção dos pacientes e o acompanhamento sejam fundamentais. Medidas preventivas incluem cessação do tabagismo, controle de fatores cardiovasculares e orientação nutricional. O desenvolvimento de terapias de ação prolongada, novas moléculas e estratégias de regeneração retiniana permanece como importante perspectiva. Conclusão: Os avanços no diagnóstico por imagem e nas terapias intravítreas transformaram o manejo da DMRI. A identificação precoce, o acompanhamento individualizado e a utilização adequada das terapias disponíveis são fundamentais para preservar a função visual. Novas estratégias farmacológicas e abordagens direcionadas à atrofia geográfica ampliam as perspectivas terapêuticas para os próximos anos.

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Publicado

2026-09-10

Como Citar

Bertolini, F. G., Burgel Stefani, M. F., Pereira de Souza , L., Silva Melo, J., Fleck Santos, V., Miyuki Yamamoto, M., Gutierris Vieira, M. H., Siqueira Bocchi , G., Moura Carneiro Lima, B., Trujillo Navia , S. G., Gonzatto, J., Fleury Gomes Ferreira, G., Bolfer da Silva , L., & Girotto dos Santos, M. C. (2026). Degeneração Macular Relacionada à Idade: Avanços no Diagnóstico, Tratamento e Perspectivas Terapêuticas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 611–627. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p611-627