Rinite Medicamentosa: Estratégias de Desmame e Manejo Clínico Baseado em Evidências

Autores

  • Beatriz Manzano Garcia Manco Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  • Luigi Martins Brito Vicente Universidade do Vale do Sapucaí
  • Guilherme Stival Candido Universidade José do Rosário Vellano
  • Eduarda Bonatto Volpe Centro Universitário de Várzea Grande
  • Ana Carolina Avelar Oliveira Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
  • Natalia Deggerone Centro Universitário da Fundação Educacional de Brusque
  • Natalia Catherine Coutinho Murta Centro Universitário Euro-Americano
  • Isabela Bertazzo Rosolem Pontifícia Universidade Católica
  • Millena Vieira Camargo Feliciano Universidade Luterana
  • Gabriela Toledo Catão Universidade de Taubaté
  • Arthur Trevisan Batista Universidade do Oeste Paulista
  • Caio Pompeu Albuquerque Universidade de Fortaleza
  • Ana Cláudia Siqueira de Melo Gonçalves Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Gustavo Pereira Rosi Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1694-1710

Palavras-chave:

Rinite medicamentosa; Descongestionantes nasais; Efeito rebote; Corticosteroides intranasais; Obstrução nasal; Desmame terapêutico

Resumo

Introdução: A rinite medicamentosa é uma forma de obstrução nasal associada ao uso prolongado e inadequado de descongestionantes tópicos vasoconstritores. A exposição contínua pode provocar efeito rebote, caracterizado por piora progressiva da congestão após redução do efeito farmacológico. O quadro pode estabelecer um ciclo de uso repetitivo, dificultando a suspensão do medicamento e comprometendo a qualidade de vida. O reconhecimento precoce e a orientação adequada são fundamentais para interromper esse ciclo e restabelecer a função nasal. Objetivo: Revisar as principais estratégias de desmame dos descongestionantes tópicos e as medidas terapêuticas utilizadas no manejo da rinite medicamentosa. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram considerados artigos científicos, revisões e recomendações de sociedades médicas reconhecidas, incluindo publicações relacionadas à rinite, uso de descongestionantes e corticosteroides intranasais. Discussão/Resultados: O tratamento tem como principal objetivo interromper o uso do descongestionante tópico responsável pelo efeito rebote. A suspensão pode ser realizada de maneira abrupta ou gradual, conforme o grau de dependência, intensidade da obstrução e tolerância do paciente. Em determinados casos, o desmame progressivo, inclusive com redução do uso para apenas uma narina inicialmente, pode facilitar a retirada completa. Corticosteroides intranasais são frequentemente utilizados durante esse período para reduzir a inflamação e aliviar a congestão, favorecendo a adesão ao tratamento. Lavagens nasais com solução salina também podem proporcionar melhora sintomática. A identificação e o tratamento de condições associadas, como rinite alérgica ou desvio do septo nasal, são importantes para reduzir o risco de recorrência. A educação do paciente representa etapa essencial, principalmente para explicar que o descongestionante oferece alívio imediato, mas seu uso prolongado perpetua a obstrução. Conclusão: A rinite medicamentosa requer reconhecimento do uso excessivo de descongestionantes e intervenção direcionada à interrupção do ciclo de dependência. O desmame individualizado, associado ao uso de corticosteroides intranasais, higiene nasal e tratamento das causas subjacentes, pode favorecer a recuperação da função nasal e prevenir recorrências.

 

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Publicado

2026-08-31

Como Citar

Manzano Garcia Manco, B., Martins Brito Vicente , L., Stival Candido, G., Bonatto Volpe , E., Avelar Oliveira , A. C., Deggerone , N., Coutinho Murta, N. C., Bertazzo Rosolem , I., Vieira Camargo Feliciano , M., Toledo Catão , G., Trevisan Batista, A., Pompeu Albuquerque, C., Siqueira de Melo Gonçalves, A. C., & Pereira Rosi, G. (2026). Rinite Medicamentosa: Estratégias de Desmame e Manejo Clínico Baseado em Evidências. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 1694–1710. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1694-1710