ESTABILIZADORES E SILENCIADORES DE TRANSTIRRETINA NA CARDIOMIOPATIA AMILOIDÓTICA POR TRANSTIRRETINA: REVISÃO DE ESCOPO SOBRE SELEÇÃO TERAPÊUTICA E MARCADORES DE PROGRESSÃO CLÍNICA

Autores

  • Kessia Castro de Sousa
  • Kassio André Rodrigues
  • Rodrigo Alex de souza galdino
  • Tânia de Cássia de Almeida de Sousa
  • Reillane Cristina Barroso barra
  • Marina Martins eguchi
  • Renan Jorge Amorim
  • Eliza Matos de Melo
  • Maria Clara Hollanda cecim
  • Iasmin Brito Vieira
  • Yasmin Goés borralho
  • Maria Luiza Pimentel Barbosa
  • Adriane Ribeiro jorge Amorim
  • Jhessica Mousinho Jorge Amorim
  • Elivanira Bento da Silva Rabêlo Guajajara
  • Letícia Mirella Dietrich
  • Leonardo Copelli

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p492-507

Palavras-chave:

Cardiomiopatias, Amiloidose cardíaca, Revisão da Literatura

Resumo

Introdução: A cardiomiopatia amiloidótica por transtirretina (ATTR-CM) deixou de ser uma condição manejada apenas por suporte hemodinâmico após a consolidação de terapias modificadoras da doença. Entretanto, a expansão de estabilizadores de TTR e silenciadores gênicos deslocou a decisão clínica de uma pergunta binária - tratar ou não tratar - para uma cadeia decisória mais complexa: selecionar o mecanismo terapêutico, iniciar precocemente, monitorar resposta e reconhecer progressão apesar do tratamento. Objetivo: Mapear a evidência recente sobre seleção terapêutica e monitoramento da progressão clínica em pacientes com ATTR-CM tratados com estabilizadores ou silenciadores de transtirretina. Método: Revisão de escopo com síntese narrativa-descritiva, orientada pelo PRISMA-ScR e pela metodologia JBI. A pergunta foi estruturada pelo acrônimo PCC: população, pacientes adultos com ATTR-CM; conceito, terapias modificadoras da doença baseadas em estabilização ou silenciamento de TTR; contexto, seleção terapêutica, monitoramento e progressão clínica. Foram priorizadas fontes clínicas dos últimos cinco anos, preservando referências metodológicas essenciais quando indispensáveis. Resultados: Foram mapeadas quatro camadas de evidência: ensaios e extensões de tafamidis, estudos de acoramidis, ensaio HELIOS-B de vutrisiran e coortes/análises de progressão por NT-proBNP, intensificação ambulatorial de diuréticos, classe funcional, eGFR e estadiamento NAC/Mondor. A verificação de ineditismo identificou revisão de escopo prévia sobre manejo farmacológico amplo da ATTR-CM, mas não um recorte equivalente centrado simultaneamente em seleção terapêutica e marcadores de progressão. Conclusão: A decisão terapêutica na ATTR-CM deve ser interpretada como um processo longitudinal. Estabilizadores são sustentados por evidência de benefício clínico quando usados precocemente, enquanto o silenciamento de TTR amplia o campo para pacientes com progressão ou perfis de maior risco. A progressão não deve ser inferida por um único marcador, mas por convergência temporal entre sintomas, biomarcadores, função renal, carga diurética, teste de caminhada e qualidade de vida.

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Publicado

2026-09-09

Como Citar

Castro de Sousa, K., Rodrigues , K. A., de souza galdino , R. A., de Almeida de Sousa , T. de C., Cristina Barroso barra , R., Martins eguchi , M., Amorim , R. J., Matos de Melo , E., Hollanda cecim , M. C., Brito Vieira , I., Goés borralho , Y., Pimentel Barbosa, M. L., Ribeiro jorge Amorim , A., Mousinho Jorge Amorim , J., Bento da Silva Rabêlo Guajajara , E., Dietrich , L. M., & Copelli , L. (2026). ESTABILIZADORES E SILENCIADORES DE TRANSTIRRETINA NA CARDIOMIOPATIA AMILOIDÓTICA POR TRANSTIRRETINA: REVISÃO DE ESCOPO SOBRE SELEÇÃO TERAPÊUTICA E MARCADORES DE PROGRESSÃO CLÍNICA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 492–507. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p492-507