HEPATITES VIRAIS NO BRASIL: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS CONFIRMADOS NOTIFICADOS ENTRE 2015 E 2020

Autores

  • Sthefani Kangerski Universidade de Rio Verde
  • Bárbara Barcelos Arrighi
  • Pedro Henrique Girotto Barros
  • Gabriel Monteiro Bueno
  • Júlia Monteiro Bueno
  • Lara Cândida de Sousa Machado
  • Tiago Antônio Cardoso Rocha
  • Amanda Luísa Francenschet

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p929-941

Palavras-chave:

Hepatites Virais Humanas, Epidemiologia, Sistemas de Informação em Saúde, Hepatite B, Hepatite C

Resumo

INTRODUÇÃO: As hepatites virais constituem relevante problema de saúde pública. As formas crônicas, causadas sobretudo pelos vírus das hepatites B (HBV) e C (HCV), evoluem silenciosamente por décadas e respondem pela maior parte da morbimortalidade do agravo. OBJETIVOS: Descrever o perfil epidemiológico dos casos confirmados de hepatite viral notificados no Brasil entre 2015 e 2020 e avaliar a completude dos campos da ficha de notificação. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo, de abordagem quantitativa, com dados secundários agregados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), extraídos do TabNet/DATASUS. Calcularam-se frequências relativas e o coeficiente médio anual de incidência por 100,000 habitantes (denominadores do IBGE). RESULTADOS: Foram confirmados 229,717 casos, 99.61% por critério laboratorial. O maior número ocorreu em 2018 (42,958) e o menor em 2020 (21,493), queda de 47.19% em relação a 2019. O Sudeste concentrou 45.54% das notificações e São Paulo, isoladamente, 31.93% do país; o maior coeficiente de incidência, porém, ocorreu no Sul (38.19/100,000 habitantes), mais que o dobro da média nacional (18.22), e o menor no Nordeste (6.40). Predominaram o sexo masculino (56.31%), a raça/cor branca (47.09%) e a faixa de 40 a 59 anos (45.55%), com dois terços dos casos em pessoas de 40 anos ou mais. O anti-HCV foi reagente em 59.94% dos registros e o HBsAg em 34.84%. O provável mecanismo de infecção foi ignorado em 62.14% das fichas e os campos classificação etiológica e forma clínica estavam integralmente em branco. CONCLUSÃO: O perfil predominante foi o de homens, brancos, de 40 a 59 anos e com marcador de hepatite C, residentes no Sudeste em números absolutos, embora a maior incidência ocorra no Sul. A baixa completude dos campos limita a vigilância e exige qualificação da notificação.

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

Kangerski, S., Arrighi, B. B., Barros, P. H. G., Bueno, G. M., Bueno, J. M., Machado, L. C. de S., Rocha, T. A. C., & Francenschet, A. L. (2026). HEPATITES VIRAIS NO BRASIL: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS CONFIRMADOS NOTIFICADOS ENTRE 2015 E 2020. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 929–941. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p929-941